Etanol: Mercado

Itaú BBA alerta que economia, incertezas tributárias e RenovaBio podem desafiar usinas

Gerente de agronegócio do banco aponta que o caminho favorável trilhado pelo setor de açúcar e etanol está sendo ameaçado


NovaCana - 18 nov 2022 - 08:49
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Guilherme Bellotti, gerente de agronegócio do Itaú BBA, durante palestra na Conferência NovaCana 2022

Um panorama de baixa nos preços de produtos, alta de juros e dúvidas tributárias fez com que as sucroenergéticas tenham começado a enfrentar problemas nos últimos meses. O cenário não parece tão favorável, a ponto do analista de equity do banco BTG Pactual, Thiago Duarte, afirmar que o considera, inclusive, grave.

Durante a Conferência NovaCana, o gerente de agronegócio do Itaú BBA, Guilherme Bellotti de Melo, compartilhou uma visão semelhante, ainda que pouco mais otimista. Em sua palestra, ele recuperou a perspectiva favorável que as empresas do setor vinham apresentando até o final do último ciclo. Além disso, relatório divulgado pelo banco em 9 de novembro reforçou essa visão de bons números em 2021/22.

“Nós, de fato, estávamos atravessando um dos melhores momentos na história recente do setor sucroenergético”, disse Melo.

A afirmação foi feita com base em um acompanhamento realizado desde a safra 2013/14 pelo Itaú BBA, considerando os balanços auditados das empresas do setor, avaliados de forma consolidada. “Os dois últimos anos foram marcados por uma redução bastante significativa nos níveis de dívida por tonelada e, também, nos de alavancagem”, destaca.

De acordo com o gerente de agronegócio, a partir do final de 2019 – e a despeito da eclosão da pandemia de covid-19 –, os preços dos produtos do setor voltaram a subir de maneira geral. O fato, combinado com bons níveis de produtividade na safra 2020/21, abriu espaço para uma redução “bastante significativa” da dívida, ainda segundo Melo.

“Na safra 2021/22, conforme números preliminares, essa tendência seguiu ocorrendo. Vimos uma redução da dívida, mas muito mais tímida, obviamente muito impactada pela retração dos níveis de produtividade”, complementa.

Na temporada, a produção de cana na região Centro-Sul caiu de 605 milhões de toneladas para 523 milhões, gerando uma retração significativa na geração de caixa do setor como um todo, ainda que as usinas estivessem se beneficiando de bons preços, de acordo com o gerente. “Mesmo com a retomada dos índices de investimento que observamos na safra 2021/22, o setor conseguiu reduzir ligeiramente o nível de dívida”, destaca. Segundo relatório do banco, a dívida líquida do setor caiu de R$ 39,32 milhões para R$ 35,88 milhões, retração de 8,7%.

Como o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das empresas foi “razoável”, o indicador de alavancagem – dado pela dívida líquida sobre o Ebitda – caiu para os menores patamares da série histórica do Itaú BBA. “Quando nós olhamos para os últimos nove anos, vemos que estávamos com a saúde financeira do setor muito próxima da excelência”, destaca Melo. Conforme os dados do banco, a alavancagem do ciclo 2021/22 foi o menor em nove anos.

Veja, na versão completa e restrita aos assinantes do NovaCana, detalhes sobre os desafios que o setor deve enfrentar adiante, além de visões sobre a disparidade entre as empresas.


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