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Etanol: Importação

FNS e Unem emitem posições contrárias à isenção de tarifa para importação de etanol


NovaCana - 22 mar 2022 - 09:50

Em notas enviadas à imprensa, o Fórum Nacional Sucroenergético (FNS) e a União Nacional do Etanol de Milho (Unem) manifestaram serem contrários à isenção tributária para a importação de etanol, anunciada pelo governo nesta segunda-feira, 21.

O FNS, que representa produtores de etanol de quinze estados, afirma que atua para dar mais competitividade aos produtos sucroenergéticos e em defesa do livre mercado. “Dessa forma, vimos nos manifestar contrariamente à medida de isenção de tarifa de importação do etanol, oriundo do exterior e notadamente dos Estados Unidos, sem que haja a devida contrapartida para nossas exportações de açúcar, cuja importação é fortemente taxada pelos americanos”, declara.

A entidade ainda afirma que a correlação existente no Brasil entre a produção de açúcar e a de etanol seria equivalente a da indústria americana, que usa milho tanto para a produção de etanol quanto para o xarope de milho, usado como adoçante. “Somos preparados para competir, mas as relações de comércio internacional devem ser bilaterais e com total equilíbrio em reciprocidade”, completa.

A nota do FNS ainda completa que a safra de cana-de-açúcar 2022/23 deve iniciar a moagem em breve, ampliando a oferta no mercado interno. “A entrada de produto estrangeiro pode afetar o planejamento das unidades de produção”, segue.

Por fim, o FNS afirma reconhecer os problemas causados pelos preços dos combustíveis. “No entanto, tememos que intervenções no mercado sem que se tenha a devida análise de causas e consequências, venham a ter repercussão negativa para a geração de investimentos no nosso setor, justo em um momento em que o Brasil assume postura ousada no incentivo à produção e consumo de biocombustíveis, após a conferência do clima COP-26 em Glasgow”, conclui.

Já a Unem afirmou ter “extrema preocupação” com a decisão anunciada pelo governo. Além disso, a entidade acredita que a isenção tributária não deve levar a uma redução nos preços da gasolina ao consumidor.

De acordo com a Unem, a medida apenas enfraquece a indústria nacional e desestimula investimentos no segmento, podendo gerar “efeitos adversos e indesejados em um momento de instabilidade do mercado”.

NovaCana
Com informações da Udop e do Valor Econômico


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