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Guerra entre Rússia e Ucrânia irá afetar sucroenergéticas brasileiras, aponta Pecege

Análise do instituto aborda fatores como restrição da oferta de fertilizante, maior competição com grãos e alta do petróleo


NovaCana - 04 mar 2022 - 15:44

Com nove dias de conflito, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia tem (e terá) diversas repercussões sociais e econômicas, com reflexos em todo o mundo. Para o setor sucroenergético não seria diferente. Com insumos e produtos impactados pelo câmbio e pelo petróleo, é inevitável que as consequências do conflito cheguem às usinas.

Durante o primeiro Expedição Custos Cana de 2022, realizado ontem, 3, pelo Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege), o economista Haroldo Torres destacou as principais repercussões da guerra corrente para o setor sucroenergético.

O principal fator de atenção está nos fertilizantes. Ainda que, conforme Torres, muitas usinas já tenham adquirido o produto com preço travado para esta safra, há um sério risco de desabastecimento. Afinal, a Rússia é a origem de praticamente 23% dos fertilizantes importados pelo Brasil.

“Além disso, Belarus também está sofrendo sanções econômicas. O país é um importante player do mercado de potássio. Vamos enfrentar preços bastante elevados no cloreto de potássio”, complementa o economista.

No total, 30% do volume importado de fertilizantes vem da Rússia e de Belarus, que são países que irão sofrer sanções, de acordo com Torres. Isso tende a dificultar acessos, com nações deixando de ir até estas regiões e com importantes navegadores cobrando um prêmio substancial pelo frete para ir até portos russos.

“Teremos uma série de dificuldades para acessar este mercado. No Brasil, a situação vai provocar uma necessidade de buscar outros mercados, como o Canadá, e outros fornecedores de fertilizantes”, acredita Torres.

Por sua vez, o setor sucroenergético busca alternativas que vem se tornando cada vez mais comuns – antes mesmo da possibilidade de dificuldade de importação de fertilizantes.

Alguns dos caminhos são a adubação orgânica, a partir da aquisição de esterco bovino, esterco de frango ou cama de frango para atenuar um pouco do impacto. Outra linha de resolução exposta pelo economista do Pecege é a adubação biológica ou organomineral e até mesmo a adubação verde, utilizando na rotação de cultura o nabo forrageiro e a crotalária, entre outras culturas.

“O que não podemos fazer é comprometer a produtividade, reduzindo a dose [de fertilizantes] em função de preço, reduzindo o nível de investimento no manejo, ou deixado de fazer adubação. Temos que buscar alternativas”, destaca Torres.

Confira, na versão completa, os demais impactos causados pelo conflito entre Rússia e Ucrânia no setor.


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