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Green Domus: 29 plantas – de etanol e biodiesel – estão se certificando para o RenovaBio


novaCana.com - 30 mai 2019 - 14:47

Já são 29 as plantas produtoras de biocombustível – etanol e biodiesel – que estão se preparando para o RenovaBio por meio da firma inspetora Green Domus. A informação é de Felipe Bottini, sócio-fundador da empresa, uma das três firmas inspetoras cadastradas no programa. Juntas, as unidades interessadas no programa somam 15,5 bilhões de litros.

Bottini relata que, apesar do negócio de emissão de CBios ser novo, ele tem velocidade rápida. “Não precisa de nenhuma contrapartida e nem tem comparação consigo próprio, apenas com o combustível fóssil. Ou seja, os biocombustíveis sempre vão vencer”, garante. A declaração foi dada durante o evento Expedição Custos Cana, que acontece hoje (30) em Piracicaba (SP).

Para ele, inclusive, é possível que o ganho com os CBios seja secundário perto do benefício que o mercado que o etanol terá. “Para alcançar a meta de produzir 90,1 milhões de CBios, no futuro a produção precisará chegar a 50 bilhões de litros de etanol”, relembra.

Durante o evento, Bottini fez algumas enquetes com os presentes, por meio de dispositivos eletrônicos. Em uma delas, sobre as maiores barreiras à adesão das usinas, 45% dos participantes optou pelas incertezas do valor dos CBios. Outros 42% apontaram a regulamentação e os 13% restantes mencionaram a capacidade técnica.

Processo de certificação

Durante a palestra, ele explicou que são quatro os principais pontos a serem auditados pelas firmas inspetoras. O primeiro deles é o mais complexo e caro, que inclui o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar (ZAE Cana) e a supressão vegetal.

O segundo ponto trata da área agrícola, que costuma gerar uma penalização na nota de 3% a 9% – mas esse índice pode chegar a 30% caso a usina use os dados padrão da RenovaCalc. Os terceiro e quarto pontos são referentes às áreas industrial e de distribuição.

Porém, ele conta que, de forma geral, os dados padrão provavelmente serão usados para a cana-de-açúcar originária de área de terceiros. No caso de área própria da usina, a utilização de dados específicos deve ser mais comum.

“A firma inspetora tem que trabalhar questões específicas para fazer a certificação”, destaca.

Problemas resolvidos e os futuros

Bottini ainda trouxe as questões que já foram resolvidas e as que ainda estão pendentes no RenovaBio. De acordo com ele, questões como as regras para emissão de certificados, o credenciamento das firmas, o prazo de validade da nota de eficiência energética (de três anos) e as datas limites para submissão da nota fiscal (60 dias) já estão resolvidos.

Por outro lado, há muita estrada pela frente. Ele explica que ainda é preciso definir as regras a respeito da natureza jurídica do CBio, previstas para setembro. Além disso, também está em aberto o prazo de validade dos CBios e a sistematização do processo de cálculo dos CBios por nota fiscal emitida.

Gabrielle Rumor Koster e Rafaella Coury – novaCana.com

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