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Etanol: Mercado: Gasolina

Gasolina completa dois meses congelada e defasagem chega a 17%, diz Abicom


Agência Estado - 11 mai 2022 - 11:24

A gasolina completa hoje, 11, dois meses sem reajuste, registrando defasagem média de 17% em relação ao preço praticado no Golfo do México, informa a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já o diesel, cujo preço foi reajustado na segunda-feira, está com uma diferença de 10% em relação ao mercado internacional.

Para equiparar os preços, os aumentos deveriam ser de R$ 0,79 no caso da gasolina e de R$ 0,55 no diesel, calcula a associação.

O barril do petróleo teve leve recuo na terça-feira, mas voltou a subir com força nesta quarta-feira com a desvalorização do dólar e o aparecimento de novos casos de covid-19 na China, ultrapassando novamente os US$ 100. O Brent para julho, por volta das 9h40, era negociado a US$ 105,53 o barril.

O diesel é o combustível mais sensível no Brasil, porque depende de importações, que variam de 20% a 27% do total consumido internamente, dependendo da demanda. Para manter o mercado brasileiro abastecido, a Petrobras pratica preços de paridade com a importação, seguindo a alta do petróleo e derivados no mercado internacional e, assim, permitindo que outros agentes tragam o produto de fora.

Essa prática, porém, eleva os preços internos dos derivados para o consumidor final, e, segundo os importadores, não está sendo seguida à risca pela estatal, visto a demora para os reajustes. O diesel foi elevado esta semana em 8,9%, após 58 dias congelado. No caso do diesel, a alta de preços afeta fortemente os caminhoneiros, que anunciaram uma paralisação a partir de 21 de maio.

Demissão

Nesta quarta-feira, 10, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, após severas críticas públicas sobre os aumentos de combustíveis pela Petrobras.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, a demissão foi apenas “para ganhar tempo”, em um momento em que a categoria começa a se mobilizar para uma nova greve.

Com a saída de Albuquerque, Adolfo Sachsida foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para o cargo de ministro, deixando a chefia da Assessoria Especial do Ministério da Economia.

Denise Luna


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