Etanol: Exportação

Pellets de bagaço de cana da Raízen são exportados para o Reino Unido

Produto foi embarcado em terminal do Porto de Paranaguá, no Paraná


Governo do Paraná - 13 jan 2021 - 08:55

No berço 204, a oeste do cais do Porto de Paranaguá, o embarque de um novo produto chamou a atenção no início desta semana. A granel, pellets de bagaço de cana-de-açúcar produzidos pela Raízen Energia encheram os porões do navio Marina Prince.

A biomassa, processada em Jaú (SP), é produto de exportação que vai atender o mercado do Reino Unido na geração de energia sustentável. A operação foi concluída nesta terça-feira (12).

“Ficamos muito satisfeitos quando novos produtos chegam e saem pelos portos do Paraná. Nesse caso, é ainda mais compensador o fato de se tratar de um biocombustível que será utilizado em substituição ao carvão na geração de energia termoelétrica”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O produto embarcado pelo Estado é o bagaço da cana, resíduo das usinas de produção de açúcar e etanol, transformado em pellets. Ou seja, ele nada mais é do que a matéria orgânica biomassa comprimida para se tornar biocombustível.

O procedimento de embarque é o mesmo dos demais graneis sólidos exportados no porto paranaense. Ou seja, o produto sai do terminal e, em esteiras transportadoras, chega até o shiploader (equipamento carregador de navios) que despeja o produto enchendo os porões da embarcação. A operação é da Pasa, em parceria com a Céu Azul.

Segundo o gerente de operações da Pasa, Eric Ferreira de Souza, esta é a primeira vez que o produto é embarcado pela empresa. “A movimentação de pellets de biomassa de cana-de-açúcar possibilita a abertura de novos mercados e negócios futuros. Mostra, também, o pioneirismo e o potencial do nosso terminal frente aos diversos produtos operados em Paranaguá”, afirma o gerente.

Entretanto, não se trata da primeira vez que a Raízen exporta o produto. Segundo reportagem do Valor Econômico, o primeiro embarque internacional aconteceu em outubro do ano passado. Na ocasião, a carga seguiu para os Países Baixos, onde abasteceu uma termelétrica que até então só havia utilizado o carvão como matéria-prima.

Com informações adicionais do Valor Econômico; edição novaCana.com