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Etanol: Exportação

Agência dos EUA propõe mandato de biocombustíveis de 75,9 bi litros em 2020


Reuters / novaCana.com - 15 mai 2019 - 10:22

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) propôs aumentar o volume de biocombustível que as refinarias do país devem misturar aos seus combustíveis anualmente. Segundo duas fontes ouvidas pela Reuters, a meta passaria dos 75,40 bilhões de litros de 2019 para 75,86 bilhões de litros em 2020.

O mandato proposto está sendo analisado por outros órgãos do governo antes de ser finalizado. Incluso no volume, foram mantidos os 56,78 bilhões de litros de biocombustíveis convencionais – categoria em que se enquadra o etanol de milho produzido no país –, mesmo valor de 2019.

Também entram na conta 19,08 bilhões de litros de biocombustíveis avançados, como os feitos a partir de resíduos agrícolas, ante os 18,62 bilhões de litros de 2019. Dentro desse montante, a agência deve estabelecer um mandato de 2,04 bilhões de litros para biocombustíveis celulósicos e de 17,03 bilhões de litros para não-celulósico, incluindo o etanol brasileiro de cana-de-açúcar.

Ainda de acordo com as fontes consultadas, a EPA também teria proposto um mandato de biodiesel de 9,20 bilhões de litros para 2021, um valor inalterado em relação a 2020. Como padrão, a agência define mandatos de biodiesel com um ano de antecedência.

O porta-voz da EPA, Michael Abboud, confirmou que foi apresentada uma proposta de revisão, mas não comentou o conteúdo. “A proposta está atualmente sob revisão interinstitucional, o que coloca a administração Trump no caminho para liberar as obrigações de volume renovável do RFS a tempo pelo terceiro ano consecutivo”, disse ele.

A EPA é encarregada de estabelecer os requisitos de mistura de biocombustível para a indústria de refino como parte do Renewable Fuel Standard (RFS), uma regulamentação existente há mais de uma década e que visa ajudar os agricultores e reduzir a dependência americana do petróleo.

A política ajudou os agricultores a criar um enorme mercado para o etanol e outros biocombustíveis, mas as refinarias de petróleo dizem que atender às regras pode custar uma fortuna. A princípio, pequenas refinarias podem pedir isenção da mistura de biocombustíveis se provarem que o cumprimento das metas causaria tensão financeira.

Nos últimos dois anos, entretanto, a administração Trump fez um uso amplo dessas isenções, o que trouxe críticas por parte dos produtores de etanol de milho. Eles argumentam que a prática corrói a demanda por biocombustíveis.

Humeyra Pamuk, Jarrett Renshaw e Richard Valdmanis – Reuters
Com tradução novaCana.com