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Excedente de CBios em circulação chega a 7,4 milhões de créditos

Considerando créditos já aposentados e volume estocado pelas empresas com objetivos referentes a 2021, cumprimento da meta do programa parece estar assegurado


NovaCana - 02 dez 2021 - 07:26 - Última atualização em: 20 dez 2021 - 09:58

Faltando um mês para a data limite, as distribuidoras de combustíveis com metas a cumprir no RenovaBio já entregaram 71,1% do objetivo anual, de 24,86 milhões de créditos de descarbonização (CBios). Ou seja, entre 1º de janeiro e o final de novembro, 17,67 milhões de títulos já haviam sido retirados de circulação por meio de um processo conhecido como aposentadoria.

Com isso, restam apenas 7,19 milhões de CBios para que a meta seja cumprida até 31 de dezembro. E o estoque já em posse destas companhias é suficiente para isso – com sobra.

Os dados fazem parte do acompanhamento da B3, única entidade registradora do programa, e se referem à posição em 30 de novembro.

cbios b3 4 aposentados block 030321

Considerando os CBios ainda em circulação, as distribuidoras detêm 8,46 milhões, o que implica em um excedente de 1,27 milhões. Por sua vez, as usinas produtoras de biocombustíveis possuem 5,88 milhões de CBios e os investidores externos ao programa, 254,11 mil.

Somados, este estoque de créditos chega a 14,59 milhões, ultrapassando a quantia necessária em 7,4 milhões de CBios. Este volume, acrescido dos CBios a serem emitidos até o final do ano, será deixado como saldo para o cumprimento da meta de 2022, quando as distribuidoras precisarão aposentar 35,98 milhões de títulos.

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Entretanto, vale observar que a B3 não informa se as aposentadorias foram feitas por distribuidoras ou por investidores sem metas. Conforme regulamentação aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em maio deste ano, os CBios que forem aposentados por agentes sem metas serão abatidos das obrigações das distribuidoras. Esta redução, entretanto, só deve ser contabilizada no próximo ano.

Preços e negociações

Entre 16 e 30 de novembro, 1,18 mil negociações foram acompanhadas pela B3, resultando na movimentação de 2,56 milhão de CBios. “Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final”, explica a bolsa de valores.

Ainda segundo a B3, o valor médio observado no período foi de R$ 48,06 por CBio. Este resultado está 23% acima da média histórica do programa, de R$ 39,08, além de estar 31,6% mais elevado que a média de 2021, de R$ 36,53.

Para completar, o valor representa um aumento de 4,5% ante o preço de R$ 45,98 visto na primeira metade de novembro, caracterizando a segunda quinzena consecutiva de alta no preço dos créditos.

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Desta forma, o mercado se manteve acima da marca de R$ 30, valor médio projetado no início do ano pelo Santander e pelo Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege) para 2021.

Entretanto, nem todas as negociações registraram preços elevados. Em três ocasiões – nos dias 19, 23 e 24 – a B3 contabilizou vendas a R$ 29,37 por CBio. Ao mesmo tempo, no último dia do mês, foi registrado o valor mais alto do ano, com vendas fechadas a R$ 51,50.

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Desde o início da comercialização dos créditos, em junho do ano passado, o valor variou entre R$ 15 e R$ 72. Em 2021, a oscilação foi menos ampla, indo de R$ 26,75 a R$ 51,50.

Geração de créditos

Ainda que o número de CBios em circulação já seja suficiente para o cumprimento da meta de 2021, novos títulos seguem sendo escriturados. Somente na segunda quinzena de novembro, 1,61 milhão de créditos chegaram à B3.

Ao longo de 2021, as emissões já chegam a 28,28 milhões, ultrapassando o objetivo anual em 3,42 milhões de CBios – o excedente total é superior, pois também considera o saldo de 2020.

cbios b3 6 2021 block 030321

Por sua vez, a ANP contabilizou a geração de lastros suficientes para 28,32 milhões de CBios neste mesmo período. A expectativa é que a diferença, de 38,48 mil créditos, chegue ao mercado nos próximos dias.

Inclusive, por mais que a temporada de cana-de-açúcar na região Centro-Sul esteja entrando na entressafra, o número de CBios escriturados junto à B3 deve seguir subindo, uma vez que ele é vinculado ao volume comercializado de biocombustível.

Desde o estabelecimento do RenovaBio até o momento, mais de 46,87 milhões de créditos entraram no programa.

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Atualmente, segundo a ANP, 301 unidades participam do RenovaBio; destas, três fabricam biometano e 30, biodiesel. Dentre as 268 usinas de etanol certificadas, 257 utilizam apenas a cana-de-açúcar; seis processam milho e cana; quatro, apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.

Renata Bossle – NovaCana


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