A queda na demanda por combustíveis do Ciclo Otto foi de 12,25% em junho deste ano. Vistos em relação ao mesmo período do ano passado, os números seguem refletindo a retração na demanda causada pelas recomendações de isolamento social devido à pandemia de coronavírus. No mês, as vendas caíram de 4,18 bilhões para 3,66 bilhões de litros – uma diminuição de 500 milhões de litros.
Porém, comparando com o mês de maio – quando a retração anual foi de 23,9% –, a situação indica certa recuperação. Em abril, a diminuição anual foi de 30,2%.
Os dados foram divulgados na última sexta-feira (31) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Por outro lado, repetindo uma tendência já vista em meses anteriores, o etanol segue perdendo espaço no consumo dentro do Ciclo Otto. Em maio, 26,42% dos volume abastecido era do renovável; em junho, este indicador caiu para 25,76%, mantendo a sequência de retrações vistas desde outubro do ano passado. Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol, o indicador foi de 50,09% para 48,58%.
Desta forma, o consumo mensal de hidratado foi de 1,33 bilhões de litros em junho. O volume representa uma queda de 5,28% ante maio e de 22,73% no comparativo com um ano antes.
Em São Paulo, a diminuição foi de 14,75% junho contra junho. Enquanto isso, o equivalente fóssil, sofreu uma diminuição de 10,97% passando de vendas de 18,49 bilhões de litros para 16,46 bilhões de litros.
Já no acumulado semestral, as vendas totais de combustíveis do Ciclo Otto atingiram 22,80 bilhões de litros, uma diminuição de 12,65% no comparativo com 2019. A maior parte da queda afetou o mercado de hidratado, que caiu de 10,76 bilhões de litros no acumulado de janeiro a junho de 2019, para 8,96 bilhões de litros no mesmo período de 2020 – uma retração de 16,7%.
Por outro lado, como o consumo de 2019 atingiu valores recordes para o biocombustível, o montante ainda é o segundo melhor já registrado para os primeiros seis meses do ano.
“Esse resultado enfatiza a competitividade do etanol nos principais centros consumidores frente a gasolina, o que possibilitou a manutenção da participação na matriz de combustíveis do Ciclo Otto”, analisou o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, quando foram divulgados dados preliminares de consumo.






Gabrielle Rumor Koster – novaCana.com
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR