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Etanol: Mercado

Consumo de hidratado em outubro foi 31,7% inferior a um ano antes [30 gráficos]

Demanda ficou estável em relação a setembro, mas participação de mercado do biocombustível caiu


NovaCana - 01 dez 2021 - 16:14 - Última atualização em: 02 dez 2021 - 07:33

O consumo mensal de etanol hidratado no Brasil ficou estável durante o mês de outubro, em 1,28 bilhão de litros; um mês antes, ele foi de 1,27 bilhão. Por outro lado, em comparação com o mesmo período de 2020, a queda foi de 31,7%.

No acumulado anual, a demanda por hidratado atingiu 14,44 bilhões de litros, no menor resultado para o combustível desde 2017. Para efeitos comparativos, a retração ano a ano foi de 7,5%, uma vez que até outubro de 2020 haviam sido adquiridos 15,62 bilhões de litros pelos consumidores brasileiros. Já em relação a 2019 – recorde da série histórica iniciada em 2000 –, a retração foi de 21,7%.

Os valores foram divulgados na última terça-feira, 30, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biodiesel (ANP).

Por sua vez, o consumo mensal de gasolina C teve um crescimento de 5,6% no comparativo anual, indo de 3,39 bilhões de litros para 3,58 bilhões de litros. Já o aumento em relação a setembro foi de 2,5%.

No acumulado anual, o volume passou de 28,89 bilhões de litros para 31,81 bilhões de litros, incremento de 10,12%.

Assim, em outubro, a demanda acumulada do ciclo Otto atingiu 42,02 bilhões de litros, ante os 39,93 bilhões de litros de um ano antes, aumento de 5,23%.

Consumo de etanol em queda

Com valores cada vez mais altos nos postos, o etanol tem perdido competitividade ante a gasolina. O biocombustível finalizou outubro custando o equivalente a 78,9% do valor de seu concorrente fóssil, acima do limite de 70% em que é considerado economicamente vantajoso para os motoristas.

Desta forma, a parcela correspondente ao produto dentro do consumo total do ciclo Otto caiu dos 20,51% registrados em setembro para 20,16% em outubro. Levando em conta que, no período de 14 a 20 de novembro, a relação de preço entre os combustíveis foi de 80,2% – a maior desde abril de 2011 – é possível que os dados referentes a novembro tragam uma fatia de mercado ainda menor.

Além disso, a demanda pelo biocombustível completa o quinto mês consecutivo abaixo dos patamares de 2020.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), a perda da competitividade do etanol tem promovido a redução do consumo do produto, fator que levaria a uma retração do seu preço. Isso poderia gerar uma recuperação na demanda e uma estabilização maior de mercado.

Ainda de acordo com dados da entidade, as usinas seguem priorizando a fabricação do anidro em detrimento do hidratado. Conforme números atualizados de safra referentes à segunda quinzena de novembro, a produção acumulada do anidro havia crescido 14,79%, para 10,39 bilhões de litros, enquanto a do hidratado sofreu uma retração de 19,84%, para 15,45 bilhões de litros.

consumo 01 otto acumulado block 020321

consumo 02 otto mensal block 020321

consumo 03 combustiveis evolucao block 020321

consumo 04 hidratado anual block 020321

consumo 05 hidratado mensal block 020321

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Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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