No primeiro semestre do ano, o consumo nacional de etanol hidratado foi de 7,77 bilhões de litros, representando uma redução de 15,7% no comparativo com mesmo período de 2021, quando o volume foi de 9,2 bilhões de litros. Este é o montante mais baixo para o período desde 2017.
Considerando o mesmo comparativo, o consumo de gasolina foi de 19,72 bilhões de litros, com uma ampliação ano a ano de 10,8% em relação aos 17,8 bilhões de litros consumidos no primeiro semestre de 2021.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis até junho de 2022 foram divulgadas na última sexta-feira, 29, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Ainda que os números sigam demonstrando a preferência do consumidor pela opção fóssil, a retração para o etanol e a elevação para a gasolina estão menos evidentes do que no acumulado de janeiro a maio e vem se reduzindo a cada mês.
O movimento vai de encontro à maior competitividade do etanol nos postos brasileiros. Em junho, o preço médio do biocombustível foi equivalente a menos de 70% do valor da gasolina, tornando o renovável mais favorável ao bolso dos brasileiros e aumentando sua preferência nas bombas. De 19 a 26 de junho, inclusive, essa relação foi de 65,9%, com o renovável atingindo o melhor índice de competitividade desde agosto de 2020.
No acumulado de janeiro a junho, o volume total abastecido com gasolina e etanol (em gasolina equivalente) teve um crescimento de 3,7%, indo de 24,31 bilhões de litros em 2021 para 25,21 bilhões em 2022. A quantidade demonstra continuidade de uma recuperação de mercado.
Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, a queda na demanda pelo biocombustível foi de 18,4% no período, saindo de 4,67 bilhões de litros para 3,82 bilhões de litros.
Considerando apenas junho, a demanda total por hidratado foi de 1,35 bilhão de litros, aumento anual de 5,5%. Na comparação com o mês anterior, houve uma alta de 3,3%, uma vez que haviam sido consumidos 1,3 bilhão de litros em maio. São Paulo foi responsável por 672 milhões de litros em junho, com incrementos nos comparativos anual e mensal.
No mês, 23,2% do volume abastecido no país foi com o renovável, ante os 21,2% de maio, demonstrando uma maior participação de mercado. Apesar disso, a fatia ainda é inferior à vista em abril. Em São Paulo, o índice ficou em 39%, acima dos 35,1% de um mês antes.
De acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), no mês de junho, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 2,46 bilhões de litros de etanol, o que representa uma retração de 1% em relação ao mesmo período da safra 2021/22.
A entidade ainda informou que, no mercado interno, o volume de etanol hidratado comercializado foi de 1,33 bilhão de litros, que representa uma queda de 6,4% em relação ano anterior. Já as vendas domésticas de anidro, por sua vez, totalizaram 836,81 milhões de litros no mês, volume 2% inferior ao observado em junho de 2021.
No acumulado da safra, foram comercializados 4,11 bilhões de litros de hidratado domesticamente (-6,9%) e 2,42 bilhões de litros de anidro (+3,7%).






Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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