O consumo de etanol hidratado no Brasil em janeiro de 2022 teve seu menor resultado para o mês desde 2018. O valor caiu 41,1% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, ficando em 1 bilhão de litros. Em contrapartida, o maior consumo nacional para janeiro foi visto em 2019, com 1,9 bilhão de litros.
Os dados foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Nos postos, o etanol registrou queda ao longo de janeiro, ganhando competitividade ante a gasolina. Contudo, o biocombustível ainda não era considerado competitivo e seguia não tendo a preferência dos consumidores: apenas 17,9% do volume abastecido foi de hidratado.
Em São Paulo, o maior consumidor de combustíveis do país e o maior produtor de etanol, a queda na demanda pelo biocombustível foi de 43,6% no comparativo anual, saindo de 868 milhões de litros para 489 milhões. Este também foi o menor valor para janeiro desde o início da série histórica. O índice de preferência por etanol no estado cresceu comparado a dezembro, indo para 30,7%.
Nacionalmente, o consumo de combustíveis do ciclo Otto caiu 9,4% em janeiro, ficando em 3,97 bilhões de litros. Este é o valor mais baixo para o mês desde 2013, quando o Brasil registrou um consumo de 3,94 bilhões.
Contudo, a demanda por gasolina teve aumento no mês, indo de 3,18 bilhões em janeiro de 2021 para 3,26 bilhões neste ano, uma variação de 2,5%. Assim, esse foi o maior consumo do combustível fóssil para o mês desde 2018, quando foram contabilizados 3,39 bilhões de litros.






Lucas Vasconcelos – NovaCana
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