Etanol: Mercado

Consumo de combustíveis até outubro mostra recuperação na demanda [30 gráficos]

Volumes seguem abaixo dos registrados em 2019, mas têm crescimento constante nos últimos meses


NovaCana - 01 dez 2020 - 11:19

O consumo de combustíveis do Ciclo Otto em 2020 atingiu o maior volume em outubro. Em um ano de baixa demanda, especialmente devido às recomendações de isolamento a partir de março, este indicador pode significar uma leve recuperação.

Em sua participação na abertura da feira Rio Oil and Gas, ontem, 30, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, inclusive afirmou que, apesar de o setor de combustíveis ter sofrido retração no consumo, já houve recuperação da demanda.

“A demanda de gás natural já retornou aos patamares pré-pandemia e a produção nacional se aproxima dos máximos históricos. O setor de combustíveis sofreu uma retração no consumo, principalmente nos meses de março e abril, porém já tivemos a recuperação no consumo de diesel, gasolina e etanol”, disse Albuquerque, conforme reportagem do Valor Econômico.

De acordo com os dados divulgados mensalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os 4,71 bilhões de litros consumidos em outubro estão 4,45% acima do maior volume registrado este ano – os 4,51 bilhões de litros de janeiro –, porém 1,34% abaixo do visto no mesmo mês do ano passado, 4,78 bilhões, o que ressalta o cenário de baixa de 2020.

No acumulado entre janeiro e outubro, esta situação é reforçada. O consumo nos primeiros dez meses deste ano chegou a 39,9 bilhões de litros, 10,09% abaixo dos 44,41 bilhões observados no mesmo período de 2019.

O volume acumulado registrado em outubro de 2020 é o mais baixo para o período desde 2012. Além disso, assim como observado em setembro, esta é novamente a maior retração em relação ao mesmo período do ano anterior de toda a série histórica.

É possível constatar esta mesma situação quando observado o consumo apenas do etanol hidratado. No acumulado entre janeiro e outubro, ele ficou em 15,61 bilhões de litros – no mesmo período de 2019, este indicador já estava nos 18,42 bilhões de litros, o que representa uma queda de 15,26% ano a ano.

Mesmo com esta redução, este é o segundo maior volume acumulado registrado na série histórica, o que demonstra a relevância do consumo em meses como janeiro, fevereiro e de setembro em diante.

Já em relação à demanda mensal do hidratado, os 1,87 bilhão de litros registrados em outubro de 2020 estão abaixo de 2018 – 2,06 bilhões – e de 2019 – 2,05 bilhões. No comparativo anual, a retração é de 10,04%. Ainda assim, este foi o segundo maior volume de hidratado consumido em 2020, ficando atrás apenas de janeiro e demonstrando uma leve recuperação mensal.

No quesito da preferência dos consumidores, a escolha pelo hidratado em detrimento da gasolina vem crescendo desde o ponto mais baixo atingido em junho e chegou ao terceiro maior valor do ano, de 28,04%. Ainda assim, esta porcentagem está abaixo da vista no mesmo período de 2019, 30,44%.

O consumo do combustível fóssil em 2020 também sofreu diversas baixas, tendo acumulado 28,89 bilhões de litros entre janeiro e outubro – uma retração de 7,94% em relação ao mesmo período de 2019 e o menor volume acumulado desde 2011. Já o consumo mensal ficou em 3,4 bilhões de litros, 2,06% acima do observado em outubro do ano passado.

Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor de etanol, o abastecimento com o hidratado em outubro ficou em 965 milhões de litros, abaixo do observado nos últimos dois anos – no comparativo com 2019, a retração foi de 10,37%.

Já em relação ao consumo do Ciclo Otto como um todo, a queda no comparativo anual no estado foi um pouco menor, de 6,88%, o que significa que houve um maior impacto no renovável do que no fóssil.

Em relação à preferência dos consumidores paulistas, o hidratado apresentou recuperação em outubro, ficando com 50,36% do abastecimento perante a gasolina. Esta porcentagem está mais baixa que a observada em 2019, porém está relacionada ao valor dos combustíveis no estado em outubro, quando o preço do etanol correspondia a 66,64% do da gasolina, estando competitivo para os consumidores.

consumo 02 otto mensal nov17 block

consumo 01 otto acumulado nov17 block

consumo 04 hidratado anual nov17 block

consumo 05 hidratado mensal nov17 block

consumo 03 combustiveis evolucao nov17 block

consumo 06 preferencia consumidor nov17 block

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Rafaella Coury – novaCana.com


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