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Combustíveis em queda: Preço do etanol cai em 24 estados e no DF na semana

Valor do renovável baixou 1,84% enquanto o de seu concorrente fóssil teve redução de 0,21%


NovaCana - 22 jun 2022 - 10:31 - Última atualização em: 23 jun 2022 - 11:27

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 12 a 18 de junho:

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  1. O preço do etanol caiu em 24 estados e no Distrito Federal, já o da gasolina teve redução em 19 unidades da federação

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso em Goiás, São Paulo Mato Grosso e Minas Gerais

  3. O valor do hidratado teve redução nas usinas goianas, paulistas e mato-grossenses

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 438 municípios, mesma quantidade da semana anterior


O preço do etanol nas bombas permaneceu em queda na média nacional na última semana. Esta é a sétima retração consecutiva para o renovável e a primeira baixa do combustível fóssil após um incremento.

Entre 12 e 18 de junho, o biocombustível passou de R$ 5,002 por litro para R$ 4,91/L, queda de 1,84%. Já a gasolina foi de R$ 7,247/L para R$ 7,232/L, redução de 0,21%. Com a diminuição no valor do etanol, ele segue economicamente vantajoso na média nacional.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na última sexta-feira, 17, a Petrobras anunciou reajuste de 5,2% no preço da gasolina. O aumento não chegou aos postos a tempo de impactar a pesquisa, mas deve beneficiar a competitividade do etanol.

Na semana, de acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 67,9%, abaixo do resultado do período anterior, de 69%. Esta é a sétima retração no indicador depois de seis aumentos consecutivos.

Com isso, o preço do etanol segue abaixo de 70% do custo da gasolina, faixa em que o renovável é tido como economicamente vantajoso para os consumidores.

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Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 3,084/L para R$ 3,0116/L, queda de 2,35%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Também houve retração de 1,79% nas produtoras mato-grossenses e de 2,2% nas goianas.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 12 e 18 de junho, o preço do etanol subiu na média de dois estados e caiu em 24 e no Distrito Federal. A gasolina, por sua vez, teve retração em 19 unidades da federação.

Entretanto, as comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis realizado pela ANP ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 438 municípios, mesma quantidade do período anterior.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um decréscimo de 2,08%, custando R$ 4,556/L em média, o menor preço para o renovável dentre todos os estados; já a gasolina foi vendida a R$ 6,829/L, retração de 0,38%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 66,7%, abaixo do índice de uma semana antes de 67,9%, permanecendo economicamente favorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 108 cidades paulistas, mesmo número do último levantamento.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,871/L na média da semana analisada, retração de 1,14%. Enquanto isso, a gasolina caiu 1,17%, para R$ 7,409/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,7%, mesmo índice de uma semana antes, com o etanol seguindo favorável e com o melhor indicador entre todos os estados. Segundo a ANP, 16 cidades goianas foram consideradas no levantamento, uma a menos do que na semana anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 2,38% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 5,002/L. A gasolina passou por uma queda de 0,17% e foi negociada a R$ 7,460/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 67,1% do preço do combustível fóssil, abaixo dos 68,6% vistos na semana anterior, com o etanol permanecendo competitivo na média do estado. No total, 55 municípios mineiros participaram da pesquisa, dois a menos do que uma semana antes.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma baixa de 4,97%, a maior dentre todos os estados, indo para R$ 4,629/L. Na semana, a gasolina teve uma redução de 0,78%, passando a custar R$ 6,990/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 66,2%, inferior aos 69,1% de uma semana antes e economicamente vantajosa ao consumidor. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, mesmo valor do total registrado no último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 1,54%, ficando em R$ 5,173/L. A gasolina, por sua vez, teve uma baixa de 0,24%, para R$ 7,009/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 73,8% do preço de seu concorrente fóssil, abaixo dos 74,8% de uma semana antes, porém ainda a mais alta relação entre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 73,1% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma queda de 0,62%, sendo vendido por R$ 5,298/L na média estadual, o valor mais alto entre os maiores produtores do biocombustível. Já a gasolina caiu 0,21%, indo para R$ 7,247/L. No total, 29 cidades foram pesquisadas no estado, uma a mais do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 12 e 18 de junho, 438 cidades foram pesquisadas, mesmo número do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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