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Etanol: Mercado

Combustíveis em baixa: Competitividade do etanol nos postos aumenta com queda no preço

Relação entre os combustíveis voltou a cair; renovável segue favorável em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná


novaCana.com - 16 jul 2019 - 09:50 - Última atualização em: 22 jul 2019 - 09:53

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Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 7 a 13 de julho: 

  1. Preço médio da gasolina caiu 0,48% e o do etanol, 0,64%

  2. Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 63,5% do valor de comercialização da gasolina

  3. No período, foi vantajoso abastecer com etanol em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná

  4. O preço do etanol nos postos aumentou em sete estados e no Distrito Federal, diminuiu em 18 e não foi registrado no Amapá

  5. A cotação do biocombustível subiu nas usinas de Goiás, São Paulo e Mato Grosso


Após uma semana que quebrou a tendência de queda na relação média entre os preços da gasolina e do etanol nos postos nos postos de todo o país, a mais recente variação dos combustíveis observada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) favoreceu o renovável.

De acordo com os dados divulgados pela agência, na semana de 7 a 13 de julho, o preço médio do biocombustível correspondeu a 63,5% do da gasolina, distanciando-se um pouco mais do limite da paridade energética comercialmente estabelecida em 70%.

Na análise, o indicador teve uma redução de 0,16% como consequência da variação dos preços dos combustíveis, já que a queda para o etanol foi ligeiramente maior que para a gasolina.

Na média nacional, a opção fóssil passou de R$ 4,399 por litro para R$ 4,378/l, uma variação de 0,48%, enquanto o renovável foi de R$ 2,797/l para R$ 2,779/l, uma queda de 0,64%, retomando a sequência observada desde o fim de abril.

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Variação nos estados

De acordo com a ANP, entre 7 e 13 de julho, o preço do etanol nos postos aumentou em sete estados e no Distrito Federal, diminuiu em 18 e não foi registrado no Amapá. Já a gasolina só aumentou em seis estados e se manteve no Pará.

Com os preços observados nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e no Paraná, estados em que custa abaixo de R$ 3,00 nas bombas.

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São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, registrou a queda de 0,2% para o biocombustível, chegando a R$ 2,549/l – o segundo menor valor da semana. Já a gasolina caiu 0,6%. Com isso, a relação entre os preços foi para 61,8%, ainda favorável para o renovável.

Já Mato Grosso apresentou uma diminuição de 0,92% para o etanol e segue com o menor valor médio do país (R$ 2,369/l). Com a redução de 0,07% para a gasolina, a relação entre os valores foi para 53,7%, de modo que o biocombustível segue como o mais competitivo do país.

Por sua vez, Goiás teve uma queda de 3,77% para o etanol – a maior da análise –, que chegou a R$ 2,781/l, e de 1,33% para a gasolina. Assim, a relação entre os preços ficou em 61,7%, índice competitivo para o renovável.

Em Minas Gerais, o etanol caiu 0,21% enquanto a gasolina subiu 0,17%. Dessa forma, a relação entre eles foi para 61,4%, mantendo o preço do biocombustível favorável na comparação com o correspondente fóssil.

No Paraná, a queda de 0,46% no preço do etanol e de 0,74% para a gasolina fez com que a relação entre eles subisse para 67,7%, ainda vantajosa para os consumidores do estado.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Usinas

Já nas usinas, o preço do biocombustível subiu em São Paulo, Goiás e Mato Grosso.

O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 0,63%, chegando a uma alta de 18,7% nas últimas 45 semanas.

Mato Grosso, por sua vez, teve aumento de 2,15% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise. No período acumulado, a valorização é de 13,7%.

Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas subiu 1,98% entre as duas últimas análises. Assim, o acumulado das 98 semanas é de 38,6%.

Rafaella Coury – novaCana.com