Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 2 a 8 de fevereiro:
Preço médio da gasolina caiu 0,04% e o do etanol subiu 0,09%
Com isso, na média nacional, o renovável correspondeu a 71,1% do valor de comercialização do fóssil
Apenas em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas
O preço do etanol nos postos aumentou em 14 estados e do Distrito Federal, diminuiu em 11 e se manteve em um
O preço do biocombustível voltou a subir nas usinas de São Paulo e Goiás
Com os estoques das usinas cada vez mais baixos, o preço do etanol nas bombas dos postos segue subindo e batendo recordes desde o início da série histórica, em 2004. Os constantes aumentos, observados desde setembro do ano passado, levam o renovável a patamares cada vez mais desfavoráveis ao consumidor.
Na outra ponta, a gasolina sofreu a segunda redução do ano, por mais que seja pequena. Considerando que o combustível vem passando por cortes sucessivos nas refinarias, o não repasse para os consumidores é motivo de críticas.
Ainda assim, graças a essas variações, na semana de 2 a 8 de fevereiro, o preço do etanol correspondeu a 71,1% do da gasolina, se mantendo acima do limite favorável. Os dados são da agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O índice aumentou 0,13% ante a análise mais recente e é o maior desde abril de 2018.
Este crescimento se deveu às variações nos valores médios dos combustíveis nos postos do país. Enquanto o etanol aumentou 0,09%, passando de R$ 3,25 por litro para R$ 3,253/l a gasolina passou de R$ 4,58/l para R$ 4,578/l, uma queda de 0,04%.

Conforme dados da ANP, na semana de 2 a 8 de fevereiro, o preço do etanol nos postos aumentou em 14 estados e no Distrito Federal, diminuiu em 11 e se manteve no Rio Grande do Sul.
Assim, o biocombustível permanece competitivo apenas em Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível aumentou 0,07%, mas se distanciou um pouco do limite da competitividade em relação à semana anterior, ficando com 69,4%, já que a gasolina aumentou 0,27%. O valor do renovável chegou a R$ 3,052/l na análise, o menor do país.
Já Mato Grosso apresentou o aumento de 0,54% para o etanol, chegando a R$ 3,19/l. Como a gasolina caiu 0,06%, a relação entre eles aumentou para 66,9%. Ainda assim, o estado mantém o biocombustível mais competitivo do país.
Em Minas Gerais, o etanol subiu 0,99% e a gasolina, 0,33%. Desta forma, a relação entre eles foi para 69,6%, se aproximando um pouco mais do limite da competitividade para o renovável.
Em Goiás, o etanol teve uma redução de 1,69%, a maior da análise, caindo para R$ 3,437/l. Como a gasolina baixou 0,92%, a relação entre eles passou para 72,4%, considerada desfavorável para o etanol.
No Paraná, o etanol teve aumento de 0,22% após uma semana de redução. Enquanto isso, a gasolina baixou 0,05% e a relação entre eles aumentou para 74,6%, ainda acima do limite considerado favorável para o biocombustível.
O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro é Mato Grosso do Sul, com índice de 84,8%, sem etanol competitivo.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços
Na análise mais recente, as usinas de São Paulo e Goiás apresentaram aumentos no valor de comercialização do etanol hidratado, enquanto o Mato Grosso registrou queda.
O Indicador Cepea/Esalq em São Paulo aumentou 1,03% na semana analisada e em Goiás, 0,19%.
Já Mato Grosso apresentou redução de 0,18% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise.
Gabrielle Rumor Koster – novaCana.com