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Estoques de etanol são suficientes para abastecimento nacional, garante Tereos

Diretor de vendas da companhia detalha limite de aumento de preço do biocombustível e enxerga CBio como mecanismo de previsibilidade para o setor

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“A nossa expectativa é que os estoques fiquem dentro de um equilíbrio normal – não é máximo nem mínimo. Nós temos hoje capacidade e um plano de produção para abastecer o mercado”, a declaração é do diretor de vendas, marketing e logística da Tereos, Gustavo Segantini.

Na terça-feira, 26, durante a 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo (SP), ele apontou que o consumo de combustíveis do ciclo Otto nunca cresceu tanto em relação ao ano anterior como está ocorrendo na temporada 2021/22, com ampliação anual estimada em cerca de 7,5%. Ainda assim, é preciso considerar a forte retração vivida em 2020: “Mas o consumo está voltando e isso impacta muito o nosso negócio do etanol”.

Segantini ainda destaca a baixa participação do biocombustível neste mercado, detalhando que quanto mais alta é a relação entre o preço do etanol e o da gasolina, menor é esta parcela. Ele completa que, atualmente, esta relação está próxima dos 80%, de modo que o renovável vive um dos menores níveis de parcela de mercado dos últimos cinco anos.

“O etanol, na paridade atual e dentro de um ciclo Otto forte, já está com uma participação bem baixa. Para reduzir esse nível teria que chegar em torno de 85% e estamos em 78%. Assim, o etanol tende a ficar com um market share muito parecido com o que está hoje”, diz.

Confira na versão restrita para assinantes:

- Nível no consumo de etanol
- Limite de aumento do preço do renovável
- Previsibilidade ligada ao RenovaBio

“A nossa expectativa é que os estoques fiquem dentro de um equilíbrio normal – não é máximo nem mínimo. Nós temos hoje capacidade e um plano de produção para abastecer o mercado”, a declaração é do diretor de vendas, marketing e logística da Tereos, Gustavo Segantini.

Na terça-feira, 26, durante a 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo (SP), ele apontou que o consumo de combustíveis do ciclo Otto nunca cresceu tanto em relação ao ano anterior como está ocorrendo na temporada 2021/22, com ampliação anual estimada em cerca de 7,5%. Ainda assim, é preciso considerar a forte retração vivida em 2020: “Mas o consumo está voltando e isso impacta muito o nosso negócio do etanol”.

Segantini ainda destaca a baixa participação do biocombustível neste mercado, detalhando que quanto mais alta é a relação entre o preço do etanol e o da gasolina, menor é esta parcela. Ele completa que, atualmente, esta relação está próxima dos 80%, de modo que o renovável vive um dos menores níveis de parcela de mercado dos últimos cinco anos.

“O etanol, na paridade atual e dentro de um ciclo Otto forte, já está com uma participação bem baixa. Para reduzir esse nível teria que chegar em torno de 85% e estamos em 78%. Assim, o etanol tende a ficar com um market share muito parecido com o que está hoje”, diz.

Para o diretor, o consumo mensal de etanol nos próximos meses deve ficar em patamares próximos das mínimas de anos anteriores. “Em nossas projeções para outubro, vemos um consumo menor do que as mínimas dos últimos cinco anos”, completa. Por outro lado, no caso do anidro, a demanda está bem acima das máximas deste mesmo período, na faixa de 900 milhões de litros ao mês.

Aumento tem um teto

Segantini inclui que existem questionamentos quanto aos estoques serem suficientes para o abastecimento, em contraste com a alta de preços do renovável.

O diretor de vendas explica que isso ocorre por conta da relação entre o preço do etanol e o da gasolina. “Quando o petróleo e o câmbio sobem muito e a gasolina acompanha esse mercado, o etanol também aumenta”, diz.

Ele completa que a gasolina segue defasada ante o valor internacional para importação, mesmo após o aumento anunciado no último dia 25. Analisando a formação de preço pela Petrobras, ele fala em uma diferença de R$ 0,20/L.

Ainda assim, o diretor enxerga que existe um teto para o crescimento do preço do biocombustível. “O mercado de etanol pode chegar a um nível máximo, que é o da importação do produto; não é algo normal de acontecer, a tendência é não precisar. Hoje, no mercado spot [à vista], a importação do etanol está a R$ 5,00/L, mas quando se olha as projeções de preços futuros de etanol nos EUA, a equivalência é em cerca de R$ 4,70/L”, relata.

Para uma análise a longo prazo, Segantini explica que o açúcar é usado como balizador de preço. “Quando olhamos o preço atual do etanol, seria [correspondente a] um açúcar a R$ 4,80. Mas não agora no curtíssimo prazo. Como a produção já acabou, não teria mais arbitragem de produção com relação ao açúcar”, explicita.

CBios e previsibilidade

Ecoando outros palestrantes do evento, como Plínio Nastari, da Datagro, e Marlon Arraes, do Ministério de Minas e Energia (MME), Segantini reitera a necessidade de aumento da capacidade de produção de etanol no país, com estímulos a fabricação do biocombustível e da própria cana-de-açúcar. “O RenovaBio vem para ajudar a gente a se posicionar como referência em um mercado que tende a crescer muito mundialmente nos próximos anos”, crê.

Para ele, estes estímulos ao programa podem dar mais previsibilidade ao etanol e gerar menor volatilidade de preços. “O CBio é um ótimo sistema, que pode sim equilibrar preços. Mas, quanto mais interligados ao mercado de combustíveis global nós estivermos, melhor. Assim, ficamos menos dependentes do preço da gasolina ou de qualquer política pública”, defende.

De acordo com o diretor, vários países têm se mobilizado para aumentar a produção e o consumo de etanol, como os da Europa e a Índia, compensando uma possível redução nos Estados Unidos, que têm aumentado o consumo de gasolina. “A tendência é isso ir se equilibrando a longo prazo”, diz e completa: “Quando olhamos a produção de etanol mundial, vemos o mundo se movimentando com relação ao etanol e o quanto ele é importante para a redução das emissão de carbono”.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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