Os estoques de etanol das usinas localizadas na região Centro-Sul seguem afetados pela redução na demanda pelo biocombustível. Segundo número divulgados hoje (10) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as unidades estavam armazenando 5,83 bilhões de litros em 1º de julho – 40,5% a mais que o volume registrado um ano antes.
De acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), em todo o mês de junho, as usinas venderam 2,4 bilhões de litros, o que representa uma retração de 11,4% no comparativo com igual período de 2019. O valor considera tanto o mercado doméstico quanto as exportações.
Ainda assim, a queda na produção também tem sido acentuada. Somente na segunda quinzena do mês, as usinas fabricaram 1,96 bilhão de litros – queda de 17,05% no comparativo anual.
Por conta disso, a pressão sobre a capacidade de estocagem tem caído. Em 1º de maio, os estoques chegaram a apresentar um crescimento de 114% no comparativo anual. Nas quinzenas seguintes, esta relação caiu para 94,3%, 87,3% e 60%, até chegar ao patamar atual.
Considerando que a posição estocada subiu 703,82 milhões de litros entre 16 de junho e 1º de julho, este aumento é equivalente a 35,9% da produção no período.
Do volume total estocado pelas usinas do Centro-Sul, a maior parte é de etanol hidratado, totalizando 3,86 bilhões de litros. Este montante é 58,7% maior que o registrado um ano antes e indica uma predileção das usinas pelo armazenamento do produto que é utilizado diretamente no tanque dos automóveis.
Os estoques de etanol anidro, por sua vez, somaram 1,97 bilhão de litros, o que representa um crescimento de 14,7% no comparativo anual. Esta posição, aliás, está abaixo da vista no mesmo período da safra 2018/19.
Em relação ao volume fabricado entre 16 e 30 de junho, a variação na posição quinzenal dos estoques demonstra que o equivalente a 36,8% da produção de hidratado no período foi estocada. Para o anidro, este índice é um pouco menor, de 34,1%.
A maior parte do etanol brasileiro é produzido em São Paulo, que também possui os maiores volumes estocados do biocombustível, segundo os dados do Mapa.
Em 1º de julho, as usinas do estado armazenavam 3,74 bilhões de litros – 2,31 bilhões de hidratado e 1,43 bilhão de anidro –, um volume 44,1% maior que o registrado no ano passado. O crescimento está menos de um ponto percentual acima da média nacional, indicando um alinhamento.
Entre os maiores estados produtores do país, Goiás e Minas Gerais também apresentaram um crescimento da estocagem acima da média, com aumentos anuais de 51,4% e 53,82%, respectivamente. Já Mato Grosso apresentou uma elevação de 35,7% e Mato Grosso do Sul teve uma elevação anual de 22,3%.
Em contrapartida, os estoques de etanol do Paraná estão 3,6% menores na mesma comparação.






Renata Bossle – novaCana.com
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