Uma redução de 205,1 milhões de litros: esta é a diferença no volume de etanol estocado pelas usinas do Centro-Sul entre a data do início oficial da safra de cana-de-açúcar 2021/22 e o final da primeira quinzena de moagem, 16 de abril. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O balanço coincide com o cenário de mercado apresentado pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Segundo a entidade, as usinas comercializaram 960,75 milhões de litros na quinzena, mas produziram menos, 730,5 milhões de litros.
De acordo com o Mapa, com o registro de 1,79 bilhão de litros em 16 de abril, os tanques estavam 23,4% mais vazios do que no mesmo período do ano anterior – quando as unidades ainda estavam se adequando às mudanças na demanda provocadas pela pandemia de covid-19. Ainda assim, este é o segundo maior volume já contabilizado para o período na série histórica iniciada em 2009/10.
Do volume estocado, 1,15 bilhão de litros são de etanol hidratado, o que representa uma queda de 14,5% ante a posição de um ano antes. Já os 634,88 milhões de litros restantes são de anidro, redução anual de 35,6%.
A maior diminuição para o anidro segue a tendência que vem sendo observada desde a safra passada, uma vez que o biocombustível perdeu espaço para a gasolina. No acumulado de janeiro a março de 2021 – período de entressafra de cana-de-açúcar –, o hidratado viu um declínio de 4,6% na demanda ante o mesmo período do ano anterior; já a gasolina, que possui mistura obrigatória de anidro, teve recuo menor, de 2,1%.
Em São Paulo, maior estado produtor de etanol do país, a distância entre os estoques de hidratado e anidro é ainda mais ampla. Os tanques das usinas paulistas guardavam 999 milhões de litros em 16 de abril, queda anual de 33,3%. Destes, 646 milhões eram de hidratado (-13,2%) e 352 milhões, de anidro (-53,2%).






Renata Bossle – NovaCana
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