Etanol: Abastecimento

Estoques de etanol anidro do Centro-Sul estão no ponto mais baixo em cinco anos

Armazenamento das usinas é de 3,17 bilhões de litros – queda de 0,3% na comparação anual; em contrapartida, estoques de hidratado são recordes


S&P Global Platts - 07 out 2020 - 14:36

Por Nicolle Monteiro de Castro*

Os estoques de etanol anidro no Centro-Sul totalizaram 3,17 bilhões de litros em 15 de setembro, uma queda de 0,3% em relação ao ano anterior e o menor volume para o período desde 2015. Os dados foram divulgados ontem (6) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Olhando para a região Norte-Nordeste, entretanto, o volume do renovável estocado em meados de setembro aumentou 34,8% na comparação anual, para 102 milhões de litros. O movimento é explicado pelo início da safra na região, que aconteceu a partir de agosto, quando os produtores paraibanos começaram a produzir o biocombustível.

Em relação ao consumo, as vendas acumuladas de etanol hidratado foram de 12,04 bilhões de litros entre janeiro e agosto, encolhendo 16,9% no ano. Já as de gasolina C somaram 22,37 bilhões de litros, uma queda de 10,4% em relação aos níveis do ano anterior. Desta forma, houve um menor declínio na demanda por anidro em comparação com o hidratado.

Em contraste, os estoques de hidratado aumentaram desde o início da safra 2020/21 no Centro-Sul e totalizaram 7,23 bilhões de litros em 15 de setembro, um crescimento de 20,3% no ano e o maior volume registrado para o período.

No Norte-Nordeste, onde os produtores iniciaram a safra privilegiando a produção de açúcar e anidro, os estoques de hidratado atingiram 76 milhões de litros em 15 de setembro, recuando 20,5% no ano.

No texto completo (exclusivo para assinantes), saiba como esta mudança na relação entre oferta e demanda vem afetando os preços.

{viewonly=registered,special}Por Nicolle Monteiro de Castro*

Os estoques de etanol anidro no Centro-Sul totalizaram 3,17 bilhões de litros em 15 de setembro, uma queda de 0,3% em relação ao ano anterior e o menor volume para o período desde 2015. Os dados foram divulgados ontem (6) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Olhando para a região Norte-Nordeste, entretanto, o volume do renovável estocado em meados de setembro aumentou 34,8% na comparação anual, para 102 milhões de litros. O movimento é explicado pelo início da safra na região, que aconteceu a partir de agosto, quando os produtores paraibanos começaram a produzir o biocombustível.

Em relação ao consumo, as vendas acumuladas de etanol hidratado foram de 12,04 bilhões de litros entre janeiro e agosto, encolhendo 16,9% no ano. Já as de gasolina C somaram 22,37 bilhões de litros, uma queda de 10,4% em relação aos níveis do ano anterior. Desta forma, houve um menor declínio na demanda por anidro em comparação com o hidratado.

Em contraste, os estoques de hidratado aumentaram desde o início da safra 2020/21 no Centro-Sul e totalizaram 7,23 bilhões de litros em 15 de setembro, um crescimento de 20,3% no ano e o maior volume registrado para o período.

No Norte-Nordeste, onde os produtores iniciaram a safra privilegiando a produção de açúcar e anidro, os estoques de hidratado atingiram 76 milhões de litros em 15 de setembro, recuando 20,5% no ano.

Preços

O mercado à vista vem refletindo essa queda nos estoques de anidro tanto no Centro-Sul quanto no Norte-Nordeste e os preços vêm apresentando alta nas últimas semanas.

Em 2 de outubro, a S&P Global Platts avaliou o anidro com entrega em Suape (PE) a R$ 2.645/m³, o maior preço histórico para a região. Três dias depois, o valor do anidro em Ribeirão Preto (SP) foi calculado em R$ 2.300/m³, o que representa uma alta de 8,75% no ano. Este preço também representa um prêmio de 16,2% na comparação com o etanol hidratado, excluindo impostos.

Segundo fontes do mercado consultadas pela Platts, o prêmio médio estipulado em contratos de longo prazo para a safra 2020/21 ficou em 11%, em linha com a média histórica. Porém a maior demanda por gasolina ante o inicialmente previsto pelas distribuidoras e a queda na produção de anidro têm sustentado uma elevação nos prêmios à vista.

* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts

Com tradução novaCana.com


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