Idealizado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o relatório World Energy Outlook (WEO) apresenta uma análise sobre a oferta e demanda global de energia em diferentes cenários, assim como as consequências das atuais metas climáticas e de desenvolvimento econômico.
Normalmente lançado em novembro, o relatório foi distribuído com antecedência para servir como um guia para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), realizada em Glasgow.
Como explica o próprio documento, a COP26 é uma reunião significativa para que os líderes mundiais apresentem novos e mais ambiciosos compromissos em comparação com o Tratado de Paris, assinado em 2015. Assim, o WEO procura trazer um panorama sobre os atuais compromissos feitos pelos governos até agora e o que isso significa para o setor de energia e o clima.
As análises envolvem três contextos distintos: um cenário de políticas declaradas (Steps); as promessas anunciadas pelos governos (APS); e uma possibilidade de zerar as emissões até 2050 (NZE), que seria o principal objetivo a ser alcançado. Este último é especialmente importante para evitar que a temperatura do planeta suba 4 °C até o próximo século.
No Brasil, o cenário “net zero” também é conhecido como carbono zero ou carbono neutro, representando uma meta para que o saldo entre as emissões e remoções de carbono seja nulo. Para alcançar o net zero seriam necessárias novas políticas e demandas globais, que são abordadas no relatório WEO.
Neste ano, o documento afirma que o uso de biocombustíveis tende a crescer fortemente em todos os cenários até a próxima década. E, da mesma forma, a demanda por petróleo deve cair em todos os contextos definidos pelo instituto.
Além disso, o documento também analisou as novas possibilidades para combustíveis à base de hidrogênio, que seriam ainda mais sustentáveis do que os biocombustíveis atuais. Mas eles ainda precisam de mais incentivos e investimento, especialmente para que seus custos de produção diminuam e que esses novos combustíveis também possam chegar a um preço acessível em economias emergentes.
Saiba mais sobre a análise e os cenários no texto completo (exclusivo para assinantes).
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR