Distribuidoras

Lucro da Vibra sobe 85% no trimestre com operações de hedge e aumento de vendas


Reuters - 16 ago 2022 - 08:17

A distribuidora de combustíveis Vibra registrou lucro líquido de R$ 707 milhões no segundo trimestre, alta de 85,1% ante igual período do ano passado, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira, 15.

Segundo a companhia, o lucro do trimestre contou com a contribuição positiva de operações de hedge de commodities em andamento, de cerca de R$ 352 milhões.

O resultado, no entanto, ficou abaixo das projeções de analistas em pesquisa da Refinitiv, que estimavam lucro de R$ 761 milhões.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 1,61 bilhão, aumento de 58,3% no comparativo anual e também acima da expectativa do mercado, de R$ 1,43 bilhão.

A receita líquida alcançou R$ 47,15 bilhões, ante R$ 29 bilhões no segundo trimestre de 2021, enquanto o volume de vendas foi de 9,212 bilhões de litros, 4% maior.

O crescimento consolidado de vendas ocorreu, principalmente, em razão da maior comercialização de combustível de aviação (+68,1%), de diesel (+5,4%) e de ciclo Otto (+3,3%), parcialmente compensado pelas menores vendas de coque (-44,8%) e de óleo combustível (-39,1%).

No comparativo trimestral, o aumento de vendas foi de 2,5%, com avanços de diesel (+6,2%), de ciclo Otto (+1,2%) e de óleo combustível (+2,1%), compensados por quedas no coque (37,9%) e combustível de aviação (2,6%).

A Vibra disse que essas variações são reflexo do retorno da mobilidade e da atividade econômica, com a curva de volume voltando para a normalidade ao longo do trimestre.

Em linhas gerais, o resultado da companhia foi impactado pela escalada de preços dos combustíveis, em meio à oferta global apertada, combinado a um aumento de demanda no mercado interno.

“A Vibra destaca a forte contribuição neste trimestre da alta de preços do petróleo, aliada sobretudo a um aumento histórico das margens de refino do diesel”, disse em nota, citando que, por outro lado, o cenário exigiu resiliência nas tomadas de decisões.

“Tivemos de rever as nossas abordagens para importações, sourcing, pricing e logística para garantir o abastecimento dos clientes”, acrescentou o presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr, no comunicado.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, aumentou para 2,4 vezes ante 1,4 vez no mesmo período do ano passado.

Rafaella Barros e Nayara Figueiredo

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