2ª Geração

Levantamento inédito detalha produção de etanol celulósico de Raízen e GranBio

Números da ANP trazem informações sobre a produção do biocombustível e o processamento de bagaço e da palha; além disso, conheça o histórico das companhias


novaCana.com - 27 ago 2020 - 09:01 - Última atualização em: 28 ago 2020 - 13:44

Atualização (28/08, às 13h45): O texto e os gráficos abaixo foram corrigidos devido a um equívoco nas unidades referentes ao processamento do bagaço e da palha de cana-de-açúcar. Além disso, a palha foi inserida como matéria-prima utilizada pela Bioflex.

A possibilidade de reutilizar o bagaço e a palha da cana-de-açúcar para gerar etanol ainda desperta interesse e curiosidade no setor. O resíduo da produção sucroalcooleira é mais comumente utilizado para a geração de energia, mas, com o auxílio de tecnologias e processos químicos, também é possível produzir mais biocombustível.

No Brasil, atualmente, apenas duas usinas aproveitam essa possibilidade: a Bioflex, usina da GranBio localizada em São Miguel do Campos (AL), que utiliza a palha, e a Costa Pinto, da Raízen, em Piracicaba (SP), utilizando o bagaço da cana.

Ao longo dos últimos anos, desde que as usinas iniciaram sua produção do chamado etanol de segunda geração (E2G) ou celulósico – o que, mundialmente e em escala, aconteceu em 2015 –, as perspectivas para este mercado foram enfraquecendo, especialmente devido a limitações tecnológicas.

De acordo com dados inéditos divulgados pela Agência do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as duas usinas produziram 6,11 milhões de litros de E2G em 2019. Para chegar a estas quantias, foram processadas um total de 106,36 mil toneladas de bagaço e de palha de cana entre os dois anos, sendo 81,34 mil em 2019 e 25,03 mil em 2020.

Independentemente do resultado individual de cada unidade, com os dados da ANP é possível observar um aumento no processamento do resíduo da cana ao longo dos meses, culminando nos altos volumes no início deste ano – o que poderia indicar uma expectativa positiva para o mercado, não fossem os entraves pelos quais ele normalmente passa.

Com os dados de processamento de bagaço e palha e da produção de etanol de segunda geração, é possível fazer um exercício para calcular uma base do rendimento das usinas ao longo dos meses. Esta informação você encontra no texto complexo, restrito para assinantes, além de:

- Gráficos com as produções de E2G no Brasil
- Histórico da Bioflex e da Costa Pinto
- As perspectivas para o mercado do etanol celulósico


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