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Carro elétrico

Preço do carro elétrico está cada vez menor e deve ser competitivo em alguns anos


novaCana.com - 21 nov 2018 - 16:45 - Última atualização em: 02 abr 2019 - 16:47

O carro elétrico proporciona uma significativa economia de dinheiro para os consumidores. As despesas financeiras para rodar com o carro caem mais de três vezes, como o novaCana analisou.

Mas, a pergunta que fica é: se a diferença no bolso é tão grande, porque essa tecnologia ainda não está dominando?

A resposta está no custo de produção das baterias, que ainda é maior que o do motor a combustão. É só ver os preços dos carros elétricos que foram lançados semana passada no Salão do Automóvel. O Renault Zoe, 100% elétrico, é um carro popular e está sendo vendido em seu modelo mais básico por R$ 150 mil. É fácil prever que ele ainda não competirá com os modelos tradicionais.

Dessa maneira, para entender se os carros elétricos dominarão o interesse da população, é preciso analisar os custos de produção das baterias. Será que um dia será mais barato produzir um carro elétrico do que um com motor a combustão?

Para responder a esta questão, os analistas da Bloomberg resgataram o passado para projetar o futuro. O resultado está apresentado nos dois gráficos a seguir.

O preço das baterias dos carros elétricos

Preço das baterias: evolução e projeção

Em 2010, os fabricantes de baterias gastavam mil dólares para conseguir armazenar 1 kWh em uma bateria. Sete anos depois, em 2017, esse valor já havia caído para 200 dólares.

De acordo com especialistas da Bloomberg New Energy Finance, a produção de um carro elétrico ficará mais barata que a de um carro a combustão quando esse custo ficar abaixo de 100 dólares. Assim, como a projeção do gráfico mostra, isso acontecerá em 2025, quando o custo cairá para US$ 96/kWh.

Em função da natureza desta nova tecnologia, os custos continuarão caindo, ano após ano, mesmo após alcançarem a paridade com o carro a combustão.

A velocidade da mudança

Como ficará o mercado de distribuição de combustíveis quando o consumidor for comprar um carro e encontrar o modelo elétrico mais barato que a opção movida à combustíveis fósseis – ainda mais considerando que o dinheiro necessário para abastecer o carro será cortado pela metade?

O que acontece quando uma nova tecnologia é superior e torna a anterior obsoleta?

Para começar, a opção mais avançada e mais barata não fica restrita a um nicho de mercado. Com as baterias guardando mais energia no mesmo espaço e a preços cada vez menores, a tendência natural é que o carro elétrico siga o caminho tradicional das novas tecnologias.

O mundo está acostumado a ver inovações. Assim, podemos começar a projetar como a adoção do veículo elétrico acontecerá, resgatando quanto tempo levou para que outras tecnologias disruptivas alcançassem ampla penetração entre os consumidores.

O gráfico abaixo mostra como os consumidores adotaram rapidamente as modernizações.

Curva de proliferação das novas tecnologias

O próximo gráfico complementa a informação apresentada acima e mostra ainda que a velocidade de penetração de novas tecnologias está acelerando. Enquanto no século passado a televisão demorou quase 30 anos para alcançar 25% de penetração na população, o celular chegou a essa mesma parcela em menos de 10 anos.

Curva de adoção das novas tecnologias

Uma visão detalhada dessa aceleração, inclusive com os motivos e explicações para essa tendência, pode ser vista diretamente na análise da respeitada empresa de investimento Kleiner Perkins. Clique aqui para acessar.

Este texto é um trecho da reportagem A insegurança do setor de etanol com o desenvolvimento do carro elétrico

Julio Cesar Vedana, diretor de redação do novaCana


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