Biomassa, em geral, corresponde a 1,16% da energia gerada no estado; linhas de transmissão deficitárias e pouco planejamento travam o aumento

novaCana.com 27 jun 2019 - 10:09 - Última atualização em: 03 jul 2019 - 11:59

As usinas do país estão enfrentando “um momento delicado” financeiramente. A declaração é do presidente da Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar), Miguel Rubens Tranin, ao analisar o panorama das sucroenergéticas paranaenses e do contexto nacional como um todo.

O cenário atual é de baixos preços para o açúcar, um etanol que depende das variações do petróleo, moagens estagnadas ou ainda mais baixas que as das safras anteriores, canaviais envelhecidos e poucos investimentos, para citar alguns dos entraves. O resultado é o aumento das empresas entrando em recuperações judiciais e, eventualmente, falindo.

Mesmo em um cenário bastante pessimista, Tranin relata que ainda resta alguma confiança na recuperação do setor: “Isso passará logo e poderemos investir”. Para ele, o segredo está justamente no modelo de negócio da cogeração que “permite mais segurança, especialmente no planejamento da empresa”.

Segundo um estudo da agência de classificação de risco Fitch Ratings, as usinas sucroenergéticas estão apresentando fluxo de caixa neutro a ligeiramente positivo quando há plena capacidade de produção, com clima satisfatório e a possibilidade de realizar cogeração. Ou seja, no atual cenário de mercado, unidades sem cogeração têm dificuldade de alcançar resultados positivos em seus balanços e ficam mais suscetíveis financeiramente em caso de dificuldades climáticas. Para completar, esses aspectos também são analisados por bancos e instituições financeiras, podendo dificultar o acesso ao crédito.

Mesmo sendo uma possibilidade de respiro para as empresas, os investimentos na cogeração não são muito abundantes. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) tem uma força-tarefa para defender a utilização da biomassa como matéria-prima, especialmente por acreditar na sustentabilidade da bioeletricidade, com ênfase na advinda do setor sucroenergético.

Elizabeth Farina e Zilmar de Souza, ex-presidente executiva e gerente de bioeletricidade da Unica, respectivamente, publicaram um artigo, em janeiro, explicando que o potencial técnico da bioeletricidade sucroenergética para a rede é aproveitado em somente 15% do seu total. “Em 2017, essa fonte poderia ter gerado sete vezes mais em comparação ao que foi gerado, o que equivale a quase quatro Usinas Hidrelétricas de Belo Monte”, lamentam.

“Existem grandes oportunidades para esta fonte, que é abundante nos canaviais brasileiros. Temos de lembrar sempre que, no conjunto de energias renováveis, alternativas, sustentáveis e complementares à hidreletricidade, a biomassa desempenha um papel importante e precisa ser valorizada”, defendem Farina e de Souza.

No Paraná, as fontes renováveis dominam a geração de energia elétrica. Em 2018, elas corresponderam a 99,45% da produção. Porém, 92,94% do total tem origem em uma fonte não intermitente, a hidráulica, graças à Itaipu, que produziu 121,3 terawatts-hora no ano. A biomassa de cana-de-açúcar, por sua vez, correspondeu a apenas 1,16% da produção estadual.

Colocando em perspectiva, sozinha, a Itaipu produziu 5,84% de toda a energia do país no ano passado. Conforme a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), a eletricidade produzida por hidrelétricas no Paraná correspondeu a quase um terço da produção nacional com esta fonte em 2018. A biomassa paranaense, em contrapartida, correspondeu a apenas 0,07%.

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Entre os grupos sucroenergéticos que mais venderam eletricidade para a rede estão o Alto Alegre – campeão no acumulado dos últimos três anos – e o Santa Terezinha, que possui 10 unidades no estado.

Em 2018, a usina que mais cogerou foi a Coopcana, que fica em São Carlos do Ivaí, e produziu 151,78 GWh. Em seguida vieram duas unidades do grupo Alto Alegre, e três do Santa Terezinha. Em último lugar ficou a Jussara, do grupo Melhoramentos, com apenas 7,75 GWh.

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Somando toda a energia produzida por meio do bagaço da cana-de-açúcar nas usinas do Paraná, 2018 teve uma menor produção do que nos dois anos anteriores, o que está diretamente relacionado à crise que o setor passa. O grupo Santa Terezinha, por exemplo, entrou com um pedido de recuperação judicial em março deste ano, com uma dívida acumulada de mais de R$ 4,6 bilhões.

Um potencial a ser destravado

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do estado, Norberto Ortigara, a capacidade de geração hidráulica deixou o Paraná “confortável”, desestimulando os investimentos na geração por biomassa: “Estávamos sendo irracionais”. Segundo o secretário, o estado está sendo “economicamente ineficiente” ao não aproveitar resíduos que são produzidos durante o ano inteiro.

Em fevereiro deste ano, o governo do Paraná divulgou o interesse em firmar parcerias com a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e outras grandes empresas a fim de gerar energia a partir da biomassa. O estado é um grande produtor desta matéria-prima graças aos resíduos da agricultura, da pecuária, do tratamento de água e até de podas urbanas.

O assunto surgiu em uma discussão durante o Show Rural, evento em Cascavel que recebeu empresários, políticos e secretários do estado, como Norberto Ortigara. Em entrevista ao novaCana, ele explica que a vontade de estabelecer essa parceria não vem de agora: “O mundo está rumando para as energias renováveis e muitas são calcadas na biomassa. O Brasil demorou para despertar para isso e, dentro dele, o Paraná é um grande produtor desta matéria-prima”.

O assunto, obviamente, interessa às usinas produtoras de cana-de-açúcar, que podem utilizar o bagaço e a palha da cana para a geração de eletricidade. Miguel Rubens Tranin, da Alcopar, lembra que a entidade fez um estudo em 2016 que mostrava que o Paraná tem um potencial de produzir 3.403 GWh de energia por meio do bagaço. Potencial que está esperando ser destravado por novos investimentos.

“O novo governo está planejando um projeto nesse sentido e nós [associação e produtores] estamos aguardando a oportunidade para que possamos participar”, reitera o profissional.

Até lá, o quadro atual é negativo para o estado como um todo, mas ainda mais para as usinas, especialmente considerando o momento de crise que o setor sucroenergético vive. A geração de energia por meio de biomassa é uma oportunidade de melhora de caixa e vem sendo incentivada por diversas instituições nos últimos anos.

Matéria-prima e rendimentos desperdiçados

Conforme o presidente da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Newton Duarte, a cogeração de energia a partir da biomassa de cana tem potencial para crescer 57% entre 2020 e 2030, incentivada pelas metas da nova política nacional de biocombustíveis (RenovaBio). Em meio a um momento delicado para o setor, as sucroenergéticas teriam muito a se beneficiar desta oportunidade.

Ortigara, por sua vez, aposta em um crescimento do potencial paranaense que é independente até mesmo do RenovaBio. Ele afirma que, em breve, o estado estará totalmente livre da queima de canaviais, restando ainda mais resíduo para a geração de energia. A expectativa do governo é eliminar integralmente a queima controlada em áreas mecanizáveis até 2025 e, nas não mecanizáveis, até 2030.

“Tudo está caminhando para colheita mecânica, a partir da qual não se queima a palha da cana. Ela já aumentou bastante e evoluiu bem, e temos uma boa produção de palha que pode ser usada para produção de energia”, explica o secretário, que completa: “Há a percepção que estamos sendo ineficientes ao desprezar uma fonte importantíssima de geração de energia renovável a partir dos nossos canaviais”.

Rendimento da cogeração paranaense

Levando em consideração a produção de cana-de-açúcar paranaense, o desperdício deste potencial fica ainda mais gritante. Em 2018, o Paraná teve a quinta maior produção de cana no país, atrás de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Em relação à energia produzida, o estado também fica nesta posição. Porém, mesmo não estando tão embaixo no ranking, o rendimento paranaense é baixo.

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Em uma comparação mais direta que dimensiona esta capacidade, é possível verificar que o Mato Grosso do Sul foi o estado que mais produziu energia em relação à produção de cana em 2018, com 3.040,77 GWh e uma moagem de 49,5 milhões de toneladas, ou 61,43 quilowatts-hora por tonelada.

Se o Paraná rendesse da mesma forma, ele poderia ter produzido 2.180,75 GWh, ante o resultado efetivo de 805,3 GWh – uma diferença de 170,8%. Observando estes números e a média do valor da venda de bioeletricidade no mercado spot nos últimos três anos, conforme dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), as usinas do Paraná deixaram de receber aproximadamente R$ 317,84 milhões só com a venda de energia em 2018.

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Uma dificuldade que ultrapassa as usinas

O problema do baixo rendimento da cogeração por biomassa de cana no Paraná é muito amplo. As razões vão desde a falta de investimentos das usinas até a pouca disponibilidade e capacidade das linhas de transmissão no estado.

Em relação ao dinheiro investido na implantação ou na ampliação da capacidade de cogeração por meio do bagaço da cana-de-açúcar, dados do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – um dos principais financiadores do setor – demonstram que desde 2005 não foram contratados financiamentos no estado para este fim por meio do banco. À época, usinas dos grupos Alto Alegre e Santa Terezinha receberam investimentos para a cogeração – e elas se mantêm entre as poucas unidades no estado que ainda geram energia e a exportam para o sistema.

Por sua vez, de 2006 a 2018, usinas do restante do país aplicaram R$ 2,95 bilhões em cogeração. A nível nacional, em 2018, os financiamentos nesta modalidade corresponderam a 11% de todos os recursos injetados pelo banco no setor.

Norberto Ortigara considera que realmente há uma falta de investimentos. “É necessário despertar, nos investidores, modelos de negócios que sejam interessantes”, afirma. Porém, isso não bastaria: “O grande problema é a ineficiência das redes de transmissão e distribuição de energia”.

A preocupação do secretário é a mesma que a do presidente da Alcopar. “O Paraná precisa investir com urgência em linhas de transmissão e geração de energia, especialmente pela grande oportunidade que enxergamos na biomassa e no gás”, garante Tranin.

No interior do estado, especialmente, as redes são frágeis. “A Copel tem o problema de ter que refazer a rede, que foi feita quando as casas tinham apenas três lâmpadas, uma geladeira e um quebrador de milho. Hoje, cada aviário, por exemplo, é praticamente uma indústria, com computadores, exaustores e ventiladores, tudo para controlar o ambiente inteiro, o que requer energia de qualidade”, exemplifica Ortigara.

O secretário esclarece que a concessionária não detém as redes de transmissão, estando sujeita à regulamentação da Aneel. Ainda assim, a Copel tem a responsabilidade de “substituir quase uma volta ao mundo de redes de distribuição”, além de ter que fazer novas linhas para, por exemplo, dar suporte a uma unidade grande de geração de energia a partir da palha e do bagaço da cana-de-açúcar.

“A Copel vem anunciando investimentos planejados semestre a semestre no interior do Paraná. Vem instalando subestações mais próximas, com religação inteligente e automática. Isso vem sendo feito dentro da regulação e capacidade de investimento”, expressa Ortigara, que completa: “[A companhia] está sendo muito cobrada quanto a isso; ela tem um bom conceito, é considerada a melhor do Brasil, mas, na ponta, quem sofre cobra muito”.

De mãos atadas

O gerente André Luis Zeni, da divisão de acessantes de carga de geração da Copel Distribuição, explica que a Companhia trabalha com linhas de transmissão que só podem atender até a tensão de 138 kV, dividida em três camadas: baixa, média e alta tensão. “[Acima deste limite], a Copel não pode intervir, fazer obra, nem nada a respeito”, lamenta.

Além disso, ele explica que a usina hidrelétrica Rosana, que fica no noroeste do estado e pertence à União, também está conectada à rede de distribuição utilizada pela Copel. O problema é que ela possui uma potência muito grande, acima de 300 MW, e deveria estar conectada à rede básica, um procedimento padrão para qualquer usina deste porte. Desta forma, a conexão das usinas de cana-de-açúcar do norte do estado que cogeram fica restrita.

“O problema é que falta um sistema de rede básica na região. A UHE foi construída antes e o sistema de transmissão ainda não está pronto. Para não parar a atuação da usina ou não perder a energia gerada por ela, ela foi conectada ao sistema de distribuição de energia, mesmo que ele não seja coerente para sua potência”, conclui Zeni.

Ele relata que este problema vai persistir até que algumas obras de rede básica estejam concluídas. “Estas obras vão escoar a potência da usina de Rosana de uma maneira mais correta e vão aliviar os sistemas de 138 kV da Copel Distribuição”, enfatiza.

Neste meio tempo, de acordo com ele, não há muito o que fazer. O gerente explica que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já tem uma previsão de desatolamento do sistema a partir da obra de rede básica, que vai retirar a usina de Rosana da conexão. Por isso, não foram permitidas novas linhas de distribuição de 138 V. “A Aneel considera este um investimento não-prudente”, lamenta.

Por hora, de acordo com o Plano de Ampliações e Reforços nas Instalações de Transmissão do SIN (Sistema Interligado Nacional), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), referente ao período entre 2019 e 2023, as duas unidades transformadoras de Ponta Grossa Norte e Guaíra serão substituídas por outras, de maior potência, evitando sobrecargas.

Além disso, o estimado é que a carga máxima de energia transmitida no Paraná aumente de 6.279 MV para 7.487 MV até 2023, um crescimento de 19,3%. Para isso, serão criadas mais seis linhas de transmissão de 500 kV dentro do estado, entre subestações já existentes, e cinco que vão para Santa Catarina ou São Paulo. Conforme o documento, o investimento total para realizar o projeto no estado será de R$ 401,97 milhões.

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Considerando que o plano já foi feito e o dinheiro já foi alocado, resta à Copel – além das usinas cogeradoras e das pessoas que precisam de mais energia – apenas esperar. “A nossa dificuldade hoje é que não podemos investir no sistema para conectar mais geração ou mais usinas enquanto não sair a rede básica”, reforça André Zeni.

As regiões do oeste e sudoeste paranaense seriam as mais beneficiadas com os aportes extras de energia, já que são as que possuem maior carência. Com quedas frequentes, essas são justamente as áreas que mais sofrem com a atual ausência de linhas básicas de transmissão.

Entraves e soluções

Durante o Show Rural, em fevereiro, o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) participou da discussão sobre o aumento da cogeração por biomassa do estado e trouxe um documento em que seu presidente, José Roberto Ricken, comenta os entraves da distribuição de energia gerada paranaense e sugere algumas alternativas.

Dentre as dificuldades citadas ele também traz a falta de investimento na expansão e modernização das redes. “Ainda existem linhas de distribuição monofásicas, que não comportam a demanda nas propriedades rurais, devido ao aumento de tecnologia nas atividades pecuárias e a presença de pequenas agroindústrias”, afirma o documento.

Ele também cita as linhas de transmissão, pois muitas ainda possuem baixa tensão e não suportam a carga atual do sistema. De acordo com Ricken, a oscilação de tensão tem resultado em perda de equipamentos, elevados gastos com geradores a diesel e tempo ocioso de desligamento e religamento das máquinas nas indústrias. “A demora na realização de manutenção e reparos das redes de distribuição e transmissão, sobretudo nas áreas rurais, ocasiona diversas perdas ao setor produtivo, também expondo lotes inteiros ao risco”, completa.

As soluções propostas pelo documento conversam diretamente com os problemas encontrados, sugerindo: a instalação de novas linhas de transmissão; a troca de cabos e transformadores; a revisão do modelo de manutenção do sistema da companhia; a criação de “programas de parcerias para geração de energias renováveis”, explorando inclusive o potencial da biomassa; e o incentivo à “geração distribuída para aumentar a oferta de energia junto à carga, melhorando a qualidade da energia oferecida”.

“O governo não vai por dinheiro diretamente, mas pode eventualmente manejar alguns incentivos fiscais e creditícios, por exemplo”, Norberto Ortigara (secretaria de agricultura e abastecimento do Paraná)

Para Ortigara, isso depende de uma melhor organização do governo, no sentido de “desenhar as políticas e até mesmo ser mais agressivo nas suas proposições”, além da criação de parcerias com o setor privado. Outras possibilidades incluem parcerias com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e seus sindicatos associados, a Ocepar e grandes cooperativas, além do “setor privado puro”, como usinas de açúcar e etanol.

Caminhos para a cogeração paranaense

Sobre estes planos, André Luis Zeni, da Copel, afirma que concorda com a busca por apoio, focada na questão da biomassa. Porém, ele acredita que, para a companhia, talvez seja mais vantajoso investir nas usinas menores, com gerações de menor porte e que podem se conectar à média tensão. “Elas têm uma conexão mais fácil e mais rápida. São obras que têm uma questão ambiental e fundiária mais rápida de ser resolvida”, aponta.

Ainda assim, ele complementa que as principais usinas de cana-de-açúcar estão concentradas na região norte do estado, sendo que é a região sul que tem melhor distribuição de energia. “Infelizmente, a gente não tem como atuar diretamente no norte, temos que ficar no aguardo da EPE ou da empresa que ganhou a licitação para realizar a obra. Mas, no que tange à Copel e à nossa responsabilidade, temos feito todos os estudos para viabilizar as conexões de biomassa o máximo possível”, conclui.

Além disso, ele declara que são poucas as usinas que trabalham com o bagaço de cana, mas as que estão conectadas à rede de transmissão da companhia no Paraná têm potências “extraordinárias”. Ele se refere a usinas de grupos como Alto Alegre, Coopcana e Santa Terezinha.

“Se somar a potência dessas unidades, chegamos a um total que eu considero elevado para a distribuição”, afirma o gerente. De acordo com os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o Paraná possui dez usinas que cogeram, chegando a transmitir 353,4 MWh nos principais meses da safra.

De acordo com Zeni, outros grupos estão esperando a abertura do sistema para conectar suas usinas. O Melhoramentos, por exemplo, quer aumentar sua filial que já está conectada, a Jussara; já a Usina Jacarezinho, do grupo Maringá, faz parte de um projeto atual da Copel, que está atuando para conectar a unidade com outra usina da região nordeste do estado.

Ele explica que, nos locais onde a companhia realmente consegue ofertar linhas de transmissão, ela está fazendo isso. “Mais a nordeste do estado, onde tem um escoamento melhor da potência no sistema, eu estou conseguindo dar boas notícias. A Jacarezinho, por exemplo, está bem feliz pela nossa percepção com o andamento das obras do projeto. Logo, eles devem iniciar as obras internas”, comemora.

Gabrielle Rumor Koster e Rafaella Coury – novaCana.com
Gráficos: Bianca Rati