A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e outras nove universidades federais que compõem a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento Sucroenergético (Ridesa) lançam, na próxima quarta-feira, 28, 21 novas variedades RB de cana-de-açúcar, das quais a Ufal desenvolveu seis delas. O evento será virtual, transmitido pelo canal da Ridesa no Youtube, a partir das 16h.
Formada por acordo de cooperação técnica, a rede conquistou a liberação nacional dessas variedades, que são matéria-prima para a produção de açúcar, álcool combustível, melaço e biodiesel.
Das 21 novas variedades, seis foram desenvolvidas pela Ufal, quatro pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), cinco pela Federal de São Carlos (UFSCar), três pela Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e cada uma das universidades federais de Goiás (UFG), Viçosa (UFV), e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) produziram uma variedade.
Este ano, a produção das pesquisas completou cinco décadas e o evento virtual será uma oportunidade para lançar o livro “50 anos de variedades RB de cana-de-açúcar, 30 anos de Ridesa”.
A Ridesa substituiu o Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-açúcar (Planalsucar), ligado ao governo federal e criado na década de 1970 para promover a melhoria dos rendimentos da cultura, no campo e na indústria, e para garantir maior produtividade e resistência às pragas.
As dez universidades que integram a rede, produzem inovação científica para o setor sucroenergético de todo o país, sendo responsáveis pelo cultivo de variedades em 60% da área canavieira. Somando a safra de 2020, isso equivale a 8,5 milhões de hectares, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), representando a contribuição de mais de 12% na matriz energética do Brasil.
A Ridesa tem pesquisadores em todas as regiões produtoras de cana-de-açúcar e conta com 72 bases de pesquisas, contemplando estações de cruzamento, estações experimentais, centros de pesquisas e subestações de seleção em parceria com o setor sucroenergético. A Ridesa possui 300 empresas conveniadas, o que representa 95% das companhias atuantes na área.
Manuella Soares