A cana geneticamente modificada está liberada para plantio no Nordeste. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) estendeu a aprovação da variedade Bt, desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). A decisão foi confirmada nesta sexta (19) pelo Diário Oficial da União.
A variedade transgênica CTC20 Bt, que consumiu quase 10 anos de pesquisas, já havia recebido aval para exploração comercial em 2017. Agora, ela conta com adaptações como a resistência a insetos da região Nordeste, onde a extensão produtiva da canavicultura está em torno de 850 mil hectares.
Em seu parecer, o órgão de biossegurança do Ministério de Ciência e Tecnologia diz que “considerando as particularidades das diferentes regiões do país, estudos científicos realizados para avaliação de biossegurança, características agronômicas e fenotípicas, como parte da avaliação de risco deste OGM, foram incluídas regiões representativas para a cultura desta variedade de cana no território brasileiro”.
A broca da cana é uma das principais pragas para a qual a variedade geneticamente modificada é resistente.
A CTNBio conclui, em seu parecer, que deverá aguardar também a aprovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “A presente cana não é potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, guardando com a biota relação idêntica à cana convencional”, conclui.
Giovanni Lorenzon