Cana: Safra / Moagem

Tereos encerra safra 2020/21 com moagem recorde de 20,9 milhões de toneladas

Grupo produzindo 1,9 milhão de toneladas de açúcar na temporada, além de 730 milhões de litros de etanol e 1.150 GWh de bioeletricidade


Tereos - 13 nov 2020 - 15:50

A Tereos Açúcar & Energia Brasil, subsidiária do grupo Tereos, encerra a safra 2020/21 hoje, 13, com diversos recordes de produção. De acordo com a companhia, as sete unidades do grupo processaram 20,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, maior moagem já obtida na história da empresa. No período anterior, a empresa moeu 19 milhões de toneladas.

Outro registro histórico foi o aumento de produtividade agrícola. Segundo a empresa, o rendimento médio foi de 12,2 toneladas de açúcar total recuperável (ATR) por hectare.

“Apesar do ambiente climático adverso, com uma seca prolongada nesta safra, pudemos aumentar o rendimento agrícola graças aos nossos investimentos em tecnologias de produção, melhoria do censo varietal e na evolução da transformação digital da Tereos, com uso mais assertivo e ágil dos dados, melhorando as operações no campo”, comentou Jacyr Costa Filho, membro do comitê executivo do grupo Tereos.

Ainda segundo a Tereos, os investimentos realizados nos últimos anos nas sete unidades industriais e as mudanças gerenciais resultaram em um aumento progressivo da performance industrial, permitindo o recorde histórico em moagem diária de 120.300 toneladas de cana.

“Além disso, houve um importante aumento na recuperação de açúcar, medido pela eficiência industrial de 92,2%”, complementou o executivo.

Em um ano em que o mercado remunerou melhor o adoçante, o mix de produção da Tereos fechou com 63% de açúcar e 37% de etanol. Com isso, a produção de açúcar atingiu recorde de 1,9 milhão de toneladas, crescimento de 19% se comparado à safra 2019/20.

Mesmo com menor percentual do mix nesta safra, a fabricação de etanol cresceu 11%, alcançando um volume de 730 milhões de litros.

Além disso, até o final do ano, a empresa deverá atingir um total de 1.150 GWh de bioeletricidade cogerada e comercializada, também um recorde. Segundo a companhia, trata-se de um aumento de 18% em relação ao volume da safra anterior. Somando este volume à energia consumida pela operação e à doada para instituições, o total da cogeração deve ultrapassar 1.600 GWh.

Segundo Costa Filho, mesmo em um ano de pandemia, por ser uma empresa de atividade considerada essencial, a Tereos manteve todas as suas unidades industriais em operação, seguindo as medidas preventivas indicadas pelas autoridades de saúde.

“A prioridade foi preservar a saúde de nossos colaboradores, fornecedores e clientes, mantendo o compromisso em produzir alimentos, biocombustíveis e energia de maneira segura e com alta qualidade”, relata.

Logística eficiente e mais sustentável

Em um momento desafiador, o investimento em logística feito em parceria com a VLI foi essencial para apoiar as exportações de açúcar da Tereos, que registraram um aumento de 60%. A estimativa é exportar 1,15 milhão de toneladas de açúcar nesta safra, também um recorde histórico.

Segundo a empresa, o sistema logístico adotado prioriza o modal ferroviário. Com um incremento na capacidade de carregamento, o grupo Tereos se tornou mais competitivo, fator que a companhia considera importante no setor sucroenergético. A opção também é tida como mais sustentável, já que a utilização de ferrovias contribui com a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

“Este foi um ano bastante positivo na nossa jornada em sustentabilidade. Em março, terminamos as certificações de todas as unidades para o programa RenovaBio, iniciando a comercialização de CBios a partir de julho. Em junho, anunciamos o primeiro financiamento sustentável do setor sucroenergético, atrelado a metas verdes. E foi iniciado o projeto de produção de biogás, a partir da vinhaça”, concluiu Costa Filho.


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