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Ranking apresenta as 100 cidades com os canaviais mais valiosos de 2019

Ulianópolis (PA) registrou o canavial mais caro do período; média nacional do preço pago por hectare de cana aumentou 4,6% no comparativo com 2018

NovaCana 12 min de leitura

Os canaviais brasileiros valeram mais em 2019. Ainda que a moagem de cana tenha registrado um aumento de apenas 0,77%, com o crescimento de módicos 0,1% na produtividade em relação a 2018, o preço pago pela tonelada de cana aumentou na média nacional e na maioria dos estados que mais produzem.

Soma-se a isso o fato de que os custos de produção, ainda que atualmente tenham tendência de aumento, foram favoráveis em 2019. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege), em 2019/20, excetuando a entressafra – justamente quando os impactos da pandemia de coronavírus refletiram negativamente nos gastos –, os custos caíram no comparativo com o período anterior. Foi uma queda de 6,2% nas despesas totais, indo de R$ 8.391,59 por hectare para R$ 7.870,20/ha.

A diminuição dos gastos com o plantio é um dos principais objetivos das usinas e produtores independentes, sendo buscada por meio de ganho de produtividade, do uso de novas tecnologias, de variedades de cana mais adaptáveis, resistentes e produtivas e até mesmo de técnicas de plantio mais modernas. Ações como estas podem ser alguns dos motivos da retração dos gastos e do aumento do valor dos canaviais, bem como a ampliação da demanda por cana no período.

Para chegar a quanto foi pago por hectare de cana em todas as cidades produtoras da cultura no Brasil em 2019, o NovaCana relacionou o valor pago pela tonelada da matéria-prima com a quantidade de hectares colhidos em cada município. Ambos os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média nacional, foram pagos R$ 5.428,65 por hectare colhido. O valor é 4,58% superior ao registrado no ano anterior, R$ 5.190,90/ha, e está 2,69% acima da média nacional de 2017, de R$ 5.286,22/ha. Além disso, é o maior resultado desde o início da série histórica, em 2006. Vale destacar que o IBGE atualizou alguns dados referentes a 2017 e 2018 ao divulgar os de 2019.

Por sua vez, o valor médio pago por tonelada de cana foi de R$ 72,69, também o maior da série histórica. Ele aumentou 4,47% no comparativo com 2018, quando foram pagos R$ 69,58/t. Em 2017, ele era de R$ 71/t, em média. A melhoria pode indicar incrementos na qualidade da cana-de-açúcar, fazendo com que seu preço de venda amplie, mas também está vinculada à comercialização dos produtos derivados.

Dos 15 estados analisados, somente dois tiveram redução no valor do hectare colhido de cana e, dentre as cinco cidades que mais produziram em 2019, todas registraram aumento em relação a um ano antes.

Os números divulgados pelo IBGE englobam o período de janeiro a dezembro de 2019, bem como concernem a cana vendida para todos os fins, não somente para a produção de açúcar e etanol.

Veja, em detalhes, na versão restrita para assinantes, as cidades e os estados com os canaviais mais valiosos de 2019, incluindo históricos e comparações com os resultados do ano anterior.

Os canaviais brasileiros valeram mais em 2019. Ainda que a moagem de cana tenha registrado um aumento de apenas 0,77%, com o crescimento de módicos 0,1% na produtividade em relação a 2018, o preço pago pela tonelada de cana aumentou na média nacional e na maioria dos estados que mais produzem.

Soma-se a isso o fato de que os custos de produção, ainda que atualmente tenham tendência de aumento, foram favoráveis em 2019. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege), em 2019/20, excetuando a entressafra – justamente quando os impactos da pandemia de coronavírus refletiram negativamente nos gastos –, os custos caíram no comparativo com o período anterior. Foi uma queda de 6,2% nas despesas totais, indo de R$ 8.391,59 por hectare para R$ 7.870,20/ha.

A diminuição dos gastos com o plantio é um dos principais objetivos das usinas e produtores independentes, sendo buscada por meio de ganho de produtividade, do uso de novas tecnologias, de variedades de cana mais adaptáveis, resistentes e produtivas e até mesmo de técnicas de plantio mais modernas. Ações como estas podem ser alguns dos motivos da retração dos gastos e do aumento do valor dos canaviais, bem como a ampliação da demanda por cana no período.

Para chegar a quanto foi pago por hectare de cana em todas as cidades produtoras da cultura no Brasil em 2019, o NovaCana relacionou o valor pago pela tonelada da matéria-prima com a quantidade de hectares colhidos em cada município. Ambos os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média nacional, foram pagos R$ 5.428,65 por hectare colhido. O valor é 4,58% superior ao registrado no ano anterior, R$ 5.190,90/ha, e está 2,69% acima da média nacional de 2017, de R$ 5.286,22/ha. Além disso, é o maior resultado desde o início da série histórica, em 2006. Vale destacar que o IBGE atualizou alguns dados referentes a 2017 e 2018 ao divulgar os de 2019.

Por sua vez, o valor médio pago por tonelada de cana foi de R$ 72,69, também o maior da série histórica. Ele aumentou 4,47% no comparativo com 2018, quando foram pagos R$ 69,58/t. Em 2017, ele era de R$ 71/t, em média. A melhoria pode indicar incrementos na qualidade da cana-de-açúcar, fazendo com que seu preço de venda amplie, mas também está vinculada à comercialização dos produtos derivados.

Dos 15 estados analisados, somente dois tiveram redução no valor do hectare colhido de cana e, dentre as cinco cidades que mais produziram em 2019, todas registraram aumento em relação a um ano antes.

Os números divulgados pelo IBGE englobam o período de janeiro a dezembro de 2019, bem como concernem a cana vendida para todos os fins, não somente para a produção de açúcar e etanol.

Os 100 mais valiosos: cidade paraense na dianteira

Para realizar o ranqueamento por cidades, o NovaCana considerou somente produções acima de 300 mil toneladas de cana-de-açúcar. Caso contrário, municípios com pequena produção da matéria-prima poderiam distorcer o indicador. A relação completa, com todos os municípios do Brasil, está disponível no NovaCana DATA.

Entre as 100 cidades com os canaviais mais valiosos de 2019, 27 são paulistas, 26 são mineiras, 19 goianas, 13 sul-mato-grossenses, seis paranaenses, três mato-grossenses e duas norte-rio-grandenses. Além disso, Pará, Piauí, Maranhão e Bahia têm uma cidade representante cada.

Nesta amostra, o preço por tonelada de cana ficou entre R$ 61,47 e R$ 300. Já o valor em relação à área foi de R$ 6.129,72/ha a R$ 21.000/ha.

Em 2019, a cidade no topo do ranking foi Ulianópolis (PA), que apresentou um preço recorde por tonelada de cana, R$ 300, e também por área, de R$ 21.000/ha. A cidade subiu consideravelmente no ranking, já que estava na 155ª colocação em 2018, com o canavial valendo R$ 5.740/ha. A variação entre um ano e outro foi de 265,85%.

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Jataí (GO) obteve a segunda colocação, com receita média de R$ 15.000/ha. No comparativo com o ano passado, quando ficou em 16º lugar, o aumento foi de 73,61%. Jataí, aliás, foi a cidade com os canaviais mais produtivos de 2019.

Já em Chapadão do Céu (GO), os canaviais valeram, na média, R$ 13.200/ha. O resultado é 82,27% maior que o obtido em 2018, quando a cidade estava na 39ª posição.

Serranópolis (GO), também teve crescimento robusto, de 79,41%, no valor dos seus canaviais, que ficaram por R$ 10.980/ha. Com isso, a cidade ascendeu da 104ª posição para a quarta em 2019.

Com a receita média dos canaviais em R$ 10.530/ha, Mineiros (GO) foi a quinta colocada. O valor da cana por hectare aumentou 68,35% em relação a 2018, quando a cidade ocupou a 91ª posição no ranking.

Em 2019, estas cinco cidades registraram canaviais que renderam mais de R$ 10.000/ha. Além disso, duas obtiveram entre R$ 9.000/ha e R$ 10.000/ha; seis, entre R$ 8.000/ha e R$ 9.000/ha; 18, entre R$ 7.000/ha e R$ 8.000/ha; e 69, entre R$ 6.000/ha e R$ 7.000/ha.

De maneira geral, o ranking sofreu modificações consideráveis no comparativo com 2018. Das 20 cidades com melhores desempenhos no ano anterior, 15 saíram do ranking, três caíram de posição e duas subiram.

Santa Juliana (MG), Perdizes (MG) e Maurilândia (GO) foram as três que perderam posições em 2019. Elas passaram da 1ª para a 15ª colocação, da 2ª para a 17ª e da 6º para a 20ª, respectivamente. Por sua vez, as reduções nos valores obtidos por hectare de canavial ficaram entre 21,27% e 35,09% nestes municípios.

Em contrapartida, as cidades que ganharam posições foram Nova Ponte (MG) – que subiu do 14º para o 11º lugar – e Jataí (GO), que ascendeu da 16ª para a 2ª colocação. Enquanto os canaviais jataienses valorizaram 73,61% ante um ano antes, os novaponteses sofreram uma redução de 5,55%.

Ainda assim, Nova Ponte ganhou posições no ranking devido à redução registrada em outras cidades que, em sua maioria, deixaram de figurar no ranking dos 20 canaviais mais valiosos em 2019.

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Dentre as cinco cidades que mais produziram cana em 2019, a com o canavial mais valioso foi Quirinópolis (GO), que ficou em quinto no ranking de produção, com média de R$ 6.533,28/ha. O valor aumentou 9,84% no comparativo anual.

Já Uberaba (MG) – segunda cidade no ranking de produção – registrou um valor médio de R$ 6.078,67/ha, representando um aumento de 14,12% no comparativo anual.

O mesmo ocorreu com as sul-mato-grossenses Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante, que ficaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente, no ranking de produção. Na primeira, a cultura gerou uma receita de R$ 5.831,81/ha e, na segunda, de R$ 5.812,69/ha. Os canaviais sul-nova-alvoradenses foram os que tiveram maior valorização anual dentre os cinco municípios mencionados, de 29,57%.

O quinto lugar ficou com Morro Agudo (SP), cidade com maior produção de cana de 2019. Lá, os canaviais renderam R$ 5.775/ha, um aumento de 12,88% em relação a 2018.

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Apesar da alta produção – ou, talvez, por conta dela –, estas cinco cidades ficaram mal posicionadas na listagem dos canaviais mais valiosos. Dentre as 100 primeiras, apenas Quirinópolis (GO) aparece, na 59ª colocação. As outras quatro, ficaram entre as posições 110ª e 167ª, sendo Morro Agudo (SP) a com pior colocação.

O ranking completo de estados e municípios está disponível no NovaCana DATA. A planilha inclui a evolução dos índices ao longo dos anos em gráficos interativos.

Goiás concentra maior valor por hectare

Dos 15 estados que produziram acima de duas milhões de toneladas em 2019, seis tiveram valores acima da média nacional de R$ 5.428,65/ha. O primeiro colocado, Goiás, obteve um resultado 24,42% melhor que a média de todas as cidades analisadas pelo IBGE.

Com os canaviais mais valiosos, o estado goiano registrou R$ 6.754,51/ha em média. Um ano antes, o valor foi de R$ 6.687,49/ha, de modo que houve um crescimento de 1% no comparativo anual. Considerando os dados atualizados de 2017 e 2018, é possível afirmar que Goiás também levou a dianteira no levantamento anterior. O valor da tonelada de cana foi de R$ 84,93 em 2019.

A segunda colocação entre os canaviais mais valorizados foi do Rio Grande do Norte, com R$ 6.606,05/ha – aumento de 16,87% no comparativo com os R$ 5.652,33/ha de 2018. Já o valor da tonelada de cana foi R$ 110,13, o maior dentre os estados com produção anual acima de 2 milhões de toneladas.

Um ano antes, o estado estava na terceira colocação. Em 2019, esta posição foi ocupada por Tocantins, quinto lugar de 2018, onde o canavial gerou uma movimentação de R$ 6.295,80/ha, quantia que aumentou 22,37% no comparativo anual. Já a tonelada de cana ficou em R$ 79,40.

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A quarta posição foi de Minas Gerais que, por sua vez, estava em segundo lugar no levantamento anterior. Em 2019, seus canaviais valeram R$ 5.987,90/ha, montante 1,92% inferior a um ano antes – a única variação negativa dentre os dez estados com os canaviais mais valiosos.

Minas Gerais também está entre os cinco que mais produziram cana em 2019, ficando atrás de São Paulo e Goiás, e à frente de Mato Grosso do Sul e Paraná.

São Paulo, campeão em produção de cana, caiu uma colocação no ranking que mede o valor pago por hectare, indo da sétima para a oitava. Os canaviais paulistas valeram R$ 5.224,50/ha, o que representa um aumento de 2,76% no comparativo com 2018.

Mato Grosso do Sul, o quinto colocado, teve canaviais rendendo, em média, R$ 5.943,94/ha. O estado ganhou uma posição no comparativo com 2018, com uma geração de receita por hectare 16,26% acima da vista um ano antes.

Já o Paraná subiu da 13ª para a 11ª colocação, com seus canaviais valendo R$ 4.653,58/ha, 13,66% a mais que um ano antes.

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O estado com o maior aumento no preço da cana por hectare foi o Rio de Janeiro, 32,61% entre os dois anos, chegando a R$ 3.284,80/ha. Ainda assim, o valor pode ser considerado baixo no comparativo com os outros estados, tendo rendido aos canaviais cariocas a 14ª colocação.

Na outra ponta, Espírito Santo teve uma variação negativa de 7,21%, ficando em 15º lugar com uma geração de receita por hectare colhido de R$ 2.773,66.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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