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Raízen estima 600 mi toneladas de cana em 2023/24, com 37,3 mi toneladas de açúcar

Sucroenergética também projeta um superávit de 2,7 milhões de toneladas do adoçante no ciclo global 2022/23

NovaCana 5 min de leitura

Além da Datagro, a Raízen também expressou as suas expectativas para a safra 2023/24 de cana-de-açúcar no Centro-Sul. Segundo a gigante sucroenergética, devem ser produzidas 600 milhões de toneladas de cana no período, com uma concentração de Açúcar Total Recuperável (ATR) de 139 quilos por tonelada.

Para completar, o direcionamento da matéria-prima para a fabricação de açúcar deve ser de 47%. As informações foram dadas ontem, 8, durante a sétima edição do evento da Datagro que marca a abertura da safra de cana-de-açúcar.

“Pode haver questionamentos quanto ao mix [de produção]. Há alguma possibilidade de enxergamos um período durante a temporada de mais etanol. Hoje, com os números que trabalhamos, temos uma curva muito favorável ao açúcar”, expressa o trader da Raízen, Ricardo de Aguiar Dias Alves.

No momento, a empresa estima uma produção de 37,3 milhões de toneladas de açúcar, 25,9 bilhões de litros de etanol de cana e 5,7 bilhões de litros de etanol de milho, totalizando 31,6 bilhões de litros do renovável.

No texto completo (exclusivo para assinantes do NovaCana), leia mais sobre as perspectivas da Raízen, incluindo visões sobre o clima, o mercado global de açúcar e as exportações brasileiras.

Além da Datagro, a Raízen também expressou as suas expectativas para a safra 2023/24 de cana-de-açúcar no Centro-Sul. Segundo a gigante sucroenergética, devem ser produzidas 600 milhões de toneladas de cana no período, com uma concentração de Açúcar Total Recuperável (ATR) de 139 quilos por tonelada.

Para completar, o direcionamento da matéria-prima para a fabricação de açúcar deve ser de 47%. As informações foram dadas ontem, 8, durante a sétima edição do evento da Datagro que marca a abertura da safra de cana-de-açúcar.

“Pode haver questionamentos quanto ao mix [de produção]. Há alguma possibilidade de enxergamos um período durante a temporada de mais etanol. Hoje, com os números que trabalhamos, temos uma curva muito favorável ao açúcar”, expressa o trader da Raízen, Ricardo de Aguiar Dias Alves.

No momento, a empresa estima uma produção de 37,3 milhões de toneladas de açúcar, 25,9 bilhões de litros de etanol de cana e 5,7 bilhões de litros de etanol de milho, totalizando 31,6 bilhões de litros do renovável.

Um dos principais fatores para o incremento na produção frente ao ciclo anterior é o clima, que deve favorecer a produtividade. Segundo Alves, ele vem sendo favorável para o desenvolvimento da cana que estará disponível na safra 2023/24.

“De setembro até fevereiro, tivemos uma boa precipitação, o que ajudou no acúmulo da água no solo. O mês de março deve ser chuvoso, acima da média”, completa.

Como as duas primeiras semanas do próximo mês possivelmente serão marcadas por mais precipitações, o início da moagem de algumas usinas pode ser atrapalhado, empurrando o início da safra. “Em abril e maio, temos uma transição do La Niña para um período mais neutro, mais seco, favorecendo a moagem nesses meses”, completa o trader.

Ainda de acordo com Alves, modelos climáticos internacionais apontam riscos de El Niño, com 60% de probabilidade do fenômeno se iniciar entre junho e setembro. “O ponto de atenção é um clima mais úmido e possivelmente mais chuvoso, com perda de produtividade ou até mesmo deixando um pouco da cana no campo”, completa.

Quando o período é mais úmido no Brasil, ele tende a ser seco no Hemisfério Norte. Com isso, países como a Índia devem sofrer com a estiagem.

“Pode ter uma variação na moagem caso tenhamos alguma disrupção climática. Mas, por enquanto, a decisão do produtor deve ficar com o açúcar, uma vez que o adoçante tem uma rentabilidade maior do que o etanol”, detalhou.

Mercado de açúcar

A Raízen calcula que a diferença entre a oferta e a demanda de açúcar deve gerar um superávit de 2,7 milhões de toneladas no mercado global durante a temporada global 2022/23 (outubro a setembro). Alves ainda completa que, com índices produtivos elevados no Brasil, há uma dificuldade de escoar o produto, o que mantém o fluxo de mercado muito apertado.

“Temos destinos com estoques relativamente baixos, com uma relação estoque-uso de 50%, e tem uma demanda ativa, mas o açúcar não consegue chegar até lá. O gargalo logístico cria essa lacuna”, detalha.

Com isso, apesar do crescimento na produção de açúcar no Brasil – de 3,6 milhões de toneladas ante 2022/23 –, apenas 1,4 milhões de toneladas adicionais devem ser exportadas. “Acabamos carregando o açúcar para o final da safra por um problema logístico”, lamenta Alves.

A previsão da Raízen é terminar a safra 2023/24 com estoques de aproximadamente 2 milhões de toneladas. “Temos uma competividade com grãos e farelos. Em 2023, adicionamos praticamente 3 milhões de toneladas entre farelo e grão no porto de Santos e Paranaguá”, diz o trader.

Com isso, os produtores acabam perdendo participação de exportação em detrimento do crescimento destes outros produtos. “Vendo um clima mais chuvoso e começamos a empurrar essa exportação, criando um gargalo maior toda vez que perdemos a janela de envio”, complementa.

Além disso, ele observa que há uma curva invertida de preços. Em um cenário em que o açúcar de hoje vale mais do que o de futuro, o produtor costuma querer escoar o produto mais rapidamente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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