Cana: Safra / Moagem

Para Rabobank, a esperança do mercado de açúcar e etanol foi “postergada”

Em um cenário praticamente estável em relação a 2019, banco destaca primeiro ano do programa RenovaBio e recuperação nos preços internacionais do açúcar


novaCana.com - 12 mar 2020 - 09:12

Preços firmes para o petróleo, câmbio relativamente fraco e preço internacional do açúcar apoiado pela visão de um mercado em transição, entre um excedente em 2018/19 e o déficit previsto até 2020/21. Ao olhar para as expectativas em relação ao ano passado, os analistas do banco holandês Rabobank não estão exatamente animados. “A tão esperada virada do mercado ainda não chegou e as esperanças foram postergadas. Mas, na verdade, há pelo menos um elemento novo no quadro: o RenovaBio entra em vigor em 2020”, apontam em relatório.

De acordo com o documento, o banco acredita que o programa deve criar uma receita adicional para os produtores ao longo do ano. Porém, ressalva que o valor ainda é incerto e está vinculado à conclusão do processo de certificação das unidades junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A posição é reforçada pelo estrategista do setor de açúcar e etanol do Rabobank, Andy Duff. Em podcast lançado pela própria instituição, ele afirma que há muitas indefinições em relação ao programa. Ainda assim, ele dá como certa a geração de créditos de descarbonização (CBios) por parte das usinas e sua compra pelas distribuidoras.

“Acho que a pergunta de um bilhão de dólares é qual vai ser o valor do CBio e qual será a receita adicional que sua venda vai trazer para o produtor de etanol”, afirma e pontua: “Isso, até agora, continua sem definição. Vai trazer um adicional, mas definir de quanto ele será é muito difícil. Provavelmente, não vai ser um valor que vai mudar o mundo para as empresas, mas qualquer receita adicional, obviamente, é bem-vinda”.

No texto completo, saiba quais são as perspectivas do banco para as safras brasileiras de cana-de-açúcar e milho, o preço do açúcar, a competitividade do etanol – para as usinas e para os consumidores –, o preço internacional do petróleo, as possíveis mudanças no mercado nacional de combustíveis e o impacto do etanol de milho.


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