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Cana: Safra / Moagem

Para diretor da Copersucar, safra 2019/20 terá entre 575 e 585 milhões de toneladas de cana

Expectativa da Copersucar é mix entre 35 e 36% para o açúcar em 2019/20. Diretor da empresa enxerga pequena melhora na produtividade e na renovação nos canaviais


novaCana.com - 30 mai 2019 - 11:06

Uma moagem entre 575 e 585 milhões de toneladas para 2019/20. Essa é a expectativa de o diretor Tomas Manzano, da Copersucar. Ele é responsável pelas áreas de estratégia, participações e relações com as usinas.

Manzano lembra que a moagem no Centro-Sul não teve crescimento significativo nos últimos oito anos. Com isso, o profissional reforça a fala do presidente da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, quanto à produtividade decrescente e à queda na competitividade. Ambos participam do evento Expedição Custos Cana, que acontece hoje (30) em Piracicaba (SP).

Ainda assim, a Copersucar estima uma produtividade entre 74 e 75 toneladas de cana por hectare. “Nossa projeção é de uma produtividade melhor que a do ano passado; uma recuperação não tão expressiva, ainda baixa”, afirma Manzano, que justifica: “O canavial parou de envelhecer, tivemos uma renovação um pouco maior nos últimos dois anos, ainda que não seja a ideal”.

Também há a expectativa de que o Brasil melhore o índice nos próximos anos, com novas variedades e formas de manejo. Porém, para que a situação dos canaviais melhore, ele acredita que é preciso uma boa realidade econômica, que incentive investimentos. “Estamos ficando para trás nos últimos dez anos na comparação com os outros países”, completa.

Quanto à produção de açúcar, o profissional enxerga um mix entre 35% e 36%, a depender das arbitragens dos preços nos próximos meses. “Não esperamos um mix menor que o do ano passado. Algo precisa acontecer no mercado de açúcar e os preços vão atrair essa produção”, considera.

De qualquer modo, a expectativa do diretor é de que a safra 2019/20 seja “fortemente alcooleira”, com a produção variando de 30 a 31 bilhões de litros de etanol.

Ele ainda destaca que o consumidor está tendo um comportamento “pró-etanol”, aumentando o peso do biocombustível na matriz energética nacional. “Isso se deve especialmente ao preço da gasolina atrelado ao petróleo internacional”, explica.

Mercado mundial de açúcar

Olhando para o contexto global, Manzano reitera a visão corrente do mercado, mencionando produções menores na Índia e na Tailândia. Já na Europa, ele aponta que houve um “salto na produtividade”, levando a uma produção no mesmo patamar visto duas safras atrás. “Considerando os preços, esperamos um equilíbrio ou uma leve queda no ano que vem, também por conta da redução de área para a beterraba”, pondera.

Com esse cenário, ele espera um equilíbrio na produção de açúcar na safra mundial que se encerra em setembro. “O Brasil fez seu papel de enxugar os estoques mundiais e vivemos um equilíbrio. Por isso estamos otimistas”, diz e completa: “O mundo precisa do açúcar brasileiro na próxima safra”.

Segundo ele, a visão da Copersucar é construtiva para o preço do açúcar, que pode se recuperar nos próximos meses. “Talvez estejamos em um momento de inflexão do preço do açúcar. Isso faz com que a gente não seja tão agressivo na previsão do mix alcooleiro”, afirma.

Gabrielle Rumor Koster e Rafaella Coury – novaCana.com

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