Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE despencaram para mínimas de quatro meses nesta segunda-feira, à medida que os preços do petróleo recuaram até 33% depois de Arábia Saudita e Rússia iniciarem uma guerra de preços na esteira do colapso do pacto de oferta que os países mantinham.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,41 centavo de dólar, a 12,61 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir o menor valor em quatro meses (12,18 centavos).
Os preços do petróleo sofreram a maior queda diária desde a Guerra do Golfo de 1991, com Arábia Saudita e Rússia indicando que irão elevar produção em um mercado que já enfrenta sobreoferta de petróleo.
Preços mais baixos do petróleo podem incentivar usinas do centro-sul do Brasil a produzir mais açúcar, em detrimento do etanol.
“O principal fator é a liquidação de posições compradas especulativas”, disse em nota a Sucden Financial, sobre a forte queda.
A empresa acrescentou, porém: “Se a disputa entre Rússia e Arábia Saudita esfriar e/ou os casos de coronavírus começarem a diminuir, os operadores do mercado de açúcar vão perguntar a eles próprios se uma queda de 300 pontos é justificada. A estrutura ainda aponta para aperto”.

O açúcar branco para maio recuou 14,7 dólares, terminando o dia cotado a 355,60 dólares por tonelada.
Maytaal Angel