Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE avançaram para o maior nível em mais de dois meses nesta quarta-feira, apoiados pelo rali nos mercados acionários globais e pelo fortalecimento do real no Brasil.
O real se valorizou frente ao dólar nas últimas duas sessões, o que potencialmente reduz as vendas do maior exportador global de açúcar, uma vez que as commodities precificadas em dólar passam a ficar menos atrativas nos termos da moeda local.
O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,4 centavo de dólar, ou 3,6%, a 11,62 centavos de dólar por libra-peso, maior valor de fechamento para o primeiro contrato desde 13 de março.

Operadores disseram que o panorama macroeconômico mais construtivo ajudou a desencadear compras por fundos.
“A recuperação das moedas nos mercados emergentes está ligada a uma recuperação nas economias globais. Se essa tendência continuar, o consumo – que teve um recuo acentuado – deve melhorar”, disse um corretor em Nova York.
Um aumento da produção no centro-sul do Brasil nesta temporada e a perspectiva de uma recuperação na produção indiana ajudaram a limitar o rali do açúcar.
A INTL FCStone projeta que o balanço global de açúcar saia de um déficit em 2019/20 para um excedente na próxima temporada.
O açúcar branco para agosto avançou 5,60 dólares, ou 1,5%, para 375,60 dólares por tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt