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Açúcar: Exportação

Com cota adicional, Norte-Nordeste pode enviar 190,23 mil toneladas de açúcar aos EUA

Usinas da região receberam o rateio da segunda cota adicional do ano; no total, houve acréscimo de 36,6% ante o acordo inicial


NovaCana - 17 ago 2022 - 14:30

As usinas da região Norte-Nordeste receberam uma nova cota adicional para exportar açúcar aos Estados Unidos, a segunda na temporada 2021/22. A portaria com o rateio corrigido entre as unidades foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 16, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); uma versão anterior havia sido apresentada na segunda-feira, 15.

O texto cita as 37 unidades beneficiadas e o volume extra que cada uma poderá enviar ao país norte-americano, totalizando 15,45 mil toneladas.

A divisão do volume entre as usinas do Norte-Nordeste é uma forma de levar mais previsibilidade aos produtores da região. Assim, o rateio segue regras previamente estabelecidas pelo ministério.

O novo montante será somado à cota preferencial definida no ano passado, de 139,28 mil toneladas, e também ao primeiro volume adicional, de 35,51 mil toneladas, acertado em maio deste ano. O despacho se refere ao período até setembro de 2022.

Assim, as sucroenergéticas poderão enviar até 190,23 mil toneladas do adoçante para os EUA com tarifas reduzidas, um aumento de 36,6% ante o acordo inicial.

Alagoas será responsável por 46,1% dos envios, com 87,74 mil toneladas entre as três cotas definidas, distribuídas entre 15 unidades do estado. Em seguida, Pernambuco atenderá 29,5%, com 56,12 mil toneladas.

Também participam do rateio os estados de Rio Grande do Norte (11,17 mil t); Paraíba (8,79mil t); Bahia (8,65 mil t); Sergipe (7,56 mil t); Piauí (5,25 mil t); Pará (3,27 mil t); Maranhão (963,76 t); e Amazonas (704,50 t).

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As três cotas seguem as normas e padrões já definidos pelo Mapa. A divisão da produção é feita a partir da participação de cada usina na safra anterior, de acordo com os valores enviados pelos próprios produtores pelo Sistema de Acompanhamento de Produção Canavieira (SAPCana).

Desta forma, as principais exportadoras do ano ainda devem ser as usinas Coruripe, Central Olho D’agua, e Caeté. Elas devem enviar, respectivamente, 15,17 mil, 10,47 mil e 9,64 mil toneladas.

Entre as 15 principais unidades da região para despachar açúcar aos Estados Unidos, oito são de Alagoas e quatro de Pernambuco. Os estados de Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe contam com uma representante cada.

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Na temporada 2020/21 (outubro a setembro), foram exportadas 201,69 mil toneladas do adoçante via portos da região com destino aos EUA. No mesmo período, contando com os estados da região Centro-Sul, o total de açúcar enviado ao país chegou a 415,45 mil toneladas.

De outubro de 2021 até julho deste ano, por sua vez, as exportações de açúcar que saíram de portos do Norte-Nordeste rumo aos EUA somaram 195,01 – um volume que supera a cota total.

Cotas adicionais

Apesar de definir anualmente qual será a cota de exportação de açúcar para cada safra, o governo dos Estados Unidos, a fim de manter um equilíbrio entre a oferta e demanda, pode definir volumes adicionais do adoçante, considerando condições tributárias especiais. Quando isso acontece, são criadas cotas adicionais a serem divididas entre os principais produtores da commodity, entre eles o Brasil.

Durante a safra 2020/21 foram criadas três cotas adicionais além da preferencial, totalizando 177,09 mil toneladas – aumento de 22,6% ante o total que foi acordado originalmente.

Até agora, foram encaixadas duas cotas extras na temporada 2021/22, incrementando em 37,4% o total de açúcar brasileiro a ser exportado. É possível que, até o final do ciclo, o país norte-americano libere novas cotas para as usinas do Norte-Nordeste.

Giully Regina – NovaCana{/viewonly}


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