Entregas de açúcar bruto frente ao vencimento de outubro atingiram o equivalente a cerca de 2,62 mi t, maior volume da história em qualquer contrato negociado na bolsa
As entregas de açúcar bruto frente ao vencimento do contrato outubro na ICE atingiram 51.599 lotes, o equivalente a cerca de 2,62 milhões de toneladas, maior volume da história para qualquer contrato negociado na bolsa, disseram operadores.
A trading chinesa de commodities Cofco International e a brasileira Raízen – joint venture entre Cosan e Shell – foram citadas como responsáveis pelas maiores entregas, enquanto a trading asiática Wilmar International foi vista como a maior recebedora do adoçante.
O Brasil foi mencionado como a origem de praticamente todo o volume, com exceção de 89 lotes provenientes da Argentina, segundo os operadores.
A entrega para outubro superou o recorde anterior, estabelecido na expiração do contrato para maio deste ano, quando 44.449 contratos foram entregues, de acordo com dados da ICE compilados pela Reuters. A ICE divulgará os números oficiais na quinta-feira.
De certa forma, o mercado já esperava uma grande entrega, uma vez que o volume de contratos em aberto para outubro se mantinha bastante elevado nos dias que antecederam o vencimento.
As duas enormes entregas registradas neste ano ocorrem em uma temporada em que o Brasil produz uma quantidade recorde de açúcar, como resultado das turbulências causadas pela pandemia de coronavírus no mercado do etanol.
“Era esperado, já que os estoques se acumularam no centro-sul do Brasil devido à produção muito grande de açúcar”, disse o analista de açúcar da S&P Global Platts, Claudiu Covrig, que estima que os estoques atuais na principal área produtora do Brasil girem em torno de 11,1 milhões de toneladas.
“Como é esperado que mais açúcar seja produzido até novembro, essa foi uma oportunidade para liberar alguns estoques e tornar a logística mais fácil”, acrescentou.