Prêmio do açúcar branco chega a R$ 702,33/t e exportação brasileira do produto pode ultrapassar 4 milhões de toneladas
Por Nicolle Monteiro de Castro*
Os produtores brasileiros podem ser incentivados a maximizar a produção de açúcar refinado na safra 2020/21. O prêmio do açúcar branco chegou a ser negociado a R$ 702,33/t, o mais alto nível histórico para a moeda brasileira.
O movimento de alta teve início em 14 de fevereiro, quando o prêmio pago pelo açúcar refinado brasileiro no mercado de exportação fechou em R$ 322,70/t. Desde então, este valor subiu 117,64%.
No período, o prêmio do açúcar branco sobre o açúcar bruto – negociado em dólares por meio de contratos futuros em Nova York – aumentou cerca de 60%, de US$ 75,18/t para US$ 120,26/t, na última quinta-feira (7).
Ainda que se trate de um aumento considerável, ele não foi tão relevante para os produtores brasileiros, maiores exportadores mundiais de açúcar.
O principal fator sobre os preços, então, foi a forte depreciação do real em relação ao dólar. Na quinta-feira, o câmbio da moeda brasileira ante o dólar atingiu o valor mais alto da história, com R$ 5,84. Na prática, esta relação funciona como um apoio aos exportadores de açúcar brasileiros.
Por Nicolle Monteiro de Castro*
Os produtores brasileiros podem ser incentivados a maximizar a produção de açúcar refinado na safra 2020/21. O prêmio do açúcar branco chegou a ser negociado a R$ 702,33/t, o mais alto nível histórico para a moeda brasileira.
O movimento de alta teve início em 14 de fevereiro, quando o prêmio pago pelo açúcar refinado brasileiro no mercado de exportação fechou em R$ 322,70/t. Desde então, este valor subiu 117,64%.
No período, o prêmio do açúcar branco sobre o açúcar bruto – negociado em dólares por meio de contratos futuros em Nova York – aumentou cerca de 60%, de US$ 75,18/t para US$ 120,26/t, na última quinta-feira (7).
Ainda que se trate de um aumento considerável, ele não foi tão relevante para os produtores brasileiros, maiores exportadores mundiais de açúcar.
O principal fator sobre os preços, então, foi a forte depreciação do real em relação ao dólar. Na quinta-feira, o câmbio da moeda brasileira ante o dólar atingiu o valor mais alto da história, com R$ 5,84. Na prática, esta relação funciona como um apoio aos exportadores de açúcar brasileiros.
Na safra 2019/20, que terminou em 31 de março, o Brasil exportou 2,04 milhões de toneladas de açúcar branco. Deste total, apenas 100 mil toneladas foram de açúcar refinado e cristal (Icumsa 45).
Para a safra atual, fontes de mercado estimam que o volume exportado pode mais que dobrar. A perspectiva considera a combinação de um cenário de precificação positivo e boa liquidez no mercado de exportação, em oposição à demanda mais fraca no mercado doméstico.
O último acompanhamento da fila de navios no porto de Paranaguá, o único da região Centro-Sul com infraestrutura para exportar cargas fracionadas, mostra que 114,9 mil toneladas de açúcar branco devem ser exportadas entre 16 de maio e 23 de junho. Este número é 45% superior ao volume total de açúcar branco exportado a granel em 2019.
Com as medidas de bloqueio impostas pela Índia devido à pandemia de coronavírus, os participantes do mercado consultados estimam que o açúcar branco brasileiro pode alcançar novos consumidores finais, como a África Oriental. A região costuma comprar açúcar da Índia, o segundo maior produtor mundial de açúcar.
* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts
Com tradução NovaCana