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Açúcar: Exportação

As 30 maiores exportadoras de açúcar em 2019 – ranking das empresas e evolução


NovaCana - 19 mar 2020 - 10:28 - Última atualização em: 01 out 2020 - 09:49

Ainda que a produção brasileira de açúcar em 2019 tenha registrado uma leve recuperação na comparação com 2018, ela segue aquém dos volumes vistos em safras anteriores. Enquanto em 2017 foram produzidas 38,09 milhões de toneladas da commodity, no ano seguinte o volume caiu para 28,50 milhões. Já em 2019, o montante subiu levemente, para 29,96 milhões de toneladas. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Logicamente, as exportações acompanham este cenário de baixa. No primeiro semestre de 2019, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, as exportações caíram 17,28%. Na comparação anual entre 2018 e 2019, a queda foi menos acentuada, de 12,59%, representando uma retomada das exportações durante a segunda metade do ano passado.

Conforme dados do Ministério da Economia, o Brasil registrou o menor volume exportado da commodity da década, com um total de 18,04 milhões de toneladas, em 2019.

Além disso, o país também registrou o menor volume anual de açúcar exportado via porão de navio desde o início da série histórica da Williams Brasil, em 2011: foram 16,32 milhões de toneladas de açúcar.

exportacao acucar volume 10032020

Vale lembrar que os volumes expostos pelo Ministério da Economia são sempre mais elevados que os da Williams Brasil, já que a metodologia de coleta dos dados é diferente. Além disso, a agência marítima contabiliza apenas as exportações por porão de navio.

De acordo com o sócio-diretor da Job Economia, Júlio Maria Borges, o Brasil "retrocedeu 12 anos em exportação de açúcar”. Para ele, isso significa que, nos últimos anos, o etanol combustível foi a melhor opção de uso da cana para as usinas.

Embora o volume tenha registrado grandes alterações nos últimos anos, as mesmas usinas vendedoras seguem firmes nas primeiras colocações do ranking.

Pelo sexto ano consecutivo, a Raízen está na dianteira das companhias exportadores de açúcar. Foram 2,13 milhões de toneladas despachadas durante o ano, um aumento de 1,53% ante as 2,09 milhões de toneladas exportadas em 2018. O volume corresponde a 13,05% do total exportado pelo país no ano.

Na análise semestral realizada pelo novaCana, a companhia já havia acrescido sua exportação em 7,1% ante o mesmo período de um ano antes.

O segundo lugar também apresentou manutenção: a Copersucar despachou 1,42 milhão de toneladas do adoçante, volume 14,1% menor ante o ano anterior.

Desde o início da série histórica, em 2011, as duas gigantes do setor alternam as primeiras colocações do ranking, porém, a Raízen está na dianteira desde 2013.

O terceiro lugar na classificação, em 2019, foi da Biosev, com um volume de 945,24 mil toneladas. A quantia representou uma queda de 21,06% no comparativo anual. Ainda assim, a empresa subiu uma posição em relação a 2018. Desde 2015, os volumes da companhia superavam um milhão de toneladas, o que não aconteceu em 2019.

A São Martinho figurou na quarta posição na análise, tendo exportado 882,09 mil toneladas do adoçante. Com isso, a empresa ganhou duas posições ante 2018, quando despachou 2,14% a menos.

Já a quinta colocação ficou com a Santa Terezinha, por ter exportado 810,56 mil toneladas. A empresa caiu duas posições graças a um volume 37% menor no comparativo com 2018.

cinco maiores exportacao 10032020

Nos altos e baixos do ranking, três empresas se destacaram por aumentarem suas exportações acima dos 100% no comparativo com o ano anterior: Louis Dreyfus (+425,87%), Czarnikow (+166,80%) e Bunge (+114,76%).

Com este resultado, a Louis Dreyfus subiu da 62ª posição para a 18ª. Já a Czarnikow ascendeu da 45ª para a 19ª, e a Bunge, da 36ª para a 20ª.

Mesmo com a melhora nas exportações, a Louis Dreyfus vem enfrentando dificuldades. A empresa lançou, em novembro do ano passado, um plano de corte de custos e reorganização dos negócios por conta das dificuldades financeiras que enfrenta no mundo.

ranking exportacao 10032020

As quedas nos volumes exportados, por sua vez, não foram tão acentuadas. Entre as maiores estão a Glencane, que teve uma redução de 55,4%, a Guaíra, de 47,02% e a Clealco, de 46,48%.

Os maiores compradores

A líder de exportação Raízen tem como principal trading compradora do seu açúcar a Wilmar – com quem a empresa possui uma joint venture, a RaW. Só em 2019, foram 800,18 mil toneladas comercializadas, ou 37,57% do total exportado pela companhia. Nenhum dos embarques tem informação de destino nos dados da Agência Williams.

Na sequência, a Sucden foi responsável pela compra de 403,46 mil toneladas de açúcar da Raízen, tendo a Nigéria como principal destino (151 mil toneladas). Outros países foram Marrocos, China, Argélia e Rússia.

A Louis Dreyfus, por sua vez, adquiriu 333,9 mil toneladas de açúcar provenientes do grupo, que controla 26 usinas pelo país. Apenas 20 mil toneladas tiveram destino informado: a Argélia.

Já a Nolis adquiriu 187,80 mil toneladas, tendo a Arábia Saudita (40 mil toneladas) e a Argélia (20 mil toneladas) como os destinos principais – 127,8 mil toneladas não possuem dados de destino.

Todos os 51 embarques da Raízen foram feitos pelo porto de Santos.

RaízenCopersucarSão MartinhoBiosevSanta Terezinha

A Copersucar teve a Alvean como maior compradora. A companhia é uma joint venture formada pela cooperativa com a Cargill. Foram 494,54 mil toneladas adquiridas – destas, 278,29 mil foram destinadas à Arábia Saudita. Outros oito países foram destino do açúcar vendido pela Alvean.

Em seguida, a Copa Shipping comprou 253,79 mil toneladas, todas sem informação de destino, e a Non UK adquiriu 123,92 mil toneladas, todas destinadas à Nigéria. Do total direcionado para exportação, 1,32 milhões foram embarcados por Santos e 96,85 mil, por Paranaguá.

A Louis Dreyfus foi a maior compradora da produção de sua controlada Biosev: 532,07 mil toneladas. Grande parte do volume (441,81 mil toneladas) não tem destino informado. Porém, quantidades menores foram enviadas pela trading para Egito, Arábia Saudita, Argélia, Geórgia, Rússia, Canadá e Bangladesh.

Outras 86,02 mil toneladas de açúcar da Biosev foram adquiridas pela Alvean. Os volumes chegaram ao Iraque (50 mil toneladas), Geórgia (32,4 mil toneladas) e Arábia Saudita (3,62 mil toneladas).

Foram 35 embarques feitos por Santos, somando 848,78 mil toneladas do adoçante do total – outros 11 envios foram realizados por Paranaguá, somando 96,45 mil toneladas.

Já a São Martinho teve 244,52 mil toneladas de seu açúcar adquiridas pela Sucden. Elas foram encaminhadas para dez diferentes países, tendo um pequeno volume não informado. O principal destino foi a Nigéria, com 68,49 mil toneladas.

Na sequência, a Wilmar comprou 207,06 mil toneladas, todos sem informações de destino, e a Nolis, 90,65 mil toneladas, sendo que 56,42 mil foram para a Argélia e o restante não foi informado. Todos os embarques foram feitos por Santos.

Quanto à Santa Terezinha, todos os embarques da empresa foram realizados pelo porto de Paranaguá, no Paraná. A maior foi compradora foi a Alvean, com 273,50 mil toneladas. Deste volume, 183,66 mil foram destinados ao Iraque, com quantias menores para Argélia, Venezuela e Geórgia.

Além disso, a Louis Dreyfus adquiriu 210,96 mil toneladas, sendo que 60 mil foram exportadas para a Argélia e outras 47,46 mil, para a Croácia. Outros quatro países foram destino de volumes menores. Por fim, a Wilmar adquiriu 144,20 mil toneladas, todas sem informação de destino.

Portos de saída e destinos

O açúcar sai do Brasil por cincos principais portos: Santos, Paranaguá, Maceió, Recife e Suape. Em 2019, de acordo com a Williams Brasil, a maior parte dos embarques foi por Santos, somando 12,51 milhões de toneladas. O volume é 13,05% menor que o registrado um ano antes.

Do porto de Paranaguá, o segundo com maiores volumes de saída, foram despachadas 2,67 milhões de toneladas da commodity, ou 15,76% a menos que em 2018. Já Maceió, Recife e Suape foram saída de volumes menores: 858,6 mil, 179,89 mil e 98,15 mil toneladas, respectivamente.

portos exportacao 10032020

Do total enviado pelos portos nacionais, 1,57 milhões de toneladas foram destinadas à Argélia, outras 1,54 milhões para a Nigéria e 794,15 mil, para Bangladesh. Um ano antes, a Argélia também era o principal destino, porém o Iraque vinha logo em seguida e a Nigéria, em terceiro.

Em 2019, o Iraque, a Arábia Saudita e a China adquiriram, respectivamente: 785,90 mil, 739,13 mil e 712,07 mil toneladas. Apesar disso, não foi informado o destino de um volume ainda maior, de 6,37 milhões de toneladas.

novaCana DATA

Gabrielle Rumor Koster – novaCana.com


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