Milho

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Milho se recupera na B3 nesta sexta-feira, mas não escapa de perdas semanais

Valores em Chicago têm forte subida, mas acumulam perdas na semana


Notícias Agrícolas - Publicado: 21 Jun 2021 - 07:23

Nesta sexta-feira, 18, os preços do milho apresentaram grande volatilidade no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Rio do Sul (SC), Tangará da Serra (MT), Campo Novo do Parecis (MT) e Cândido Mota (SP).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Não-Me-Toque (RS), Panambi (RS), Ubiratã (PR), Londrina (PR), Cascavel (PR), Marechal Cândido Rondon (PR), Brasília (DF), Dourados (MS), Campo Grande (MS), Eldorado (MS) e no oeste da Bahia.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos “a melhora do clima nos Estados Unidos e o dólar recuando ante o real deu o tom de queda das cotações no mercado físico”.

A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta ainda que “o mercado físico do milho encerra mais um dia com queda nos preços” e completa: “A recente desvalorização do dólar e a maior disponibilidade no mercado contribuem para esta desvalorização; a saca do cereal já é negociada na casa dos R$ 91 em Campinas (SP)”.

A consultoria Safras & Mercado relata que o mercado brasileiro de milho apresentou quedas significativas nesta semana. “As baixas foram quase gerais, iniciando pelos portos e atingindo também o interior. A combinação de queda na bolsa de Chicago, dólar mais fraco e a ‘pré-colheita’ da safrinha devem trazer aumento da oferta adiante; isso pesou sobre os preços”, explica.

Diante deste cenário, a consultoria destaca que “os compradores se afastaram das negociações e as bases de cotações do milho foram aos poucos caindo nos últimos dias”.

B3

Os preços futuros do milho mantiveram força nesta sexta-feira e subiram na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,45% e 3,28% ao final do último dia da semana.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 84 com alta de 1,45%; o setembro de 2021 valeu R$ 85,85 com valorização de 3,37%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 87 com elevação de 3,28%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 88,81 com ganho de 2,74%.

Em relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam desvalorização de 9,09% para o julho de 2021; de 9,61% para o setembro de 2021; de 9,84% para o novembro de 2021; e de 9,56% para o janeiro de 2022.

milho preco b3 210621

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o preço do milho na B3 começou a “acordar” porque o mercado de exportação gira entre R$ 72 e R$ 75 e isso dá suporte para a bolsa brasileira.

“Há menos de um mês, [o milho negociado na] B3 estava mais de R$ 100 e, hoje, ele está por volta dos R$ 80. A janela da bolsa deve ficar entre R$ 80 e R$ 85, talvez um pouco abaixo no pico da safra devido ao balizador de exportação nessa faixa”, aponta Brnadalizze.

Mercado externo

A bolsa de Chicago (CBOT) fechou o último dia da semana com disparada para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 22,25 e 33,75 pontos ao final da sexta-feira.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,55 com ganho de 22,25 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,77 com alta de 29 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,66 com elevação de 33,75 pontos; e o março de 2022 teve negociações de US$ 5,73 com valorização de 33,75 pontos.

Esses índices representaram ganhos em relação ao fechamento da última quinta-feira, de 3,48% para o julho de 2021; de 5,29% para o setembro de 2021; de 6,39% para o dezembro de 2021; e de 6,31% para o março de 2022.

Na comparação com o fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam perdas de 4,24% para o julho de 2021; de 8,27% para o setembro de 2021; de 7,06% para o dezembro de 2021; e de 6,98% para o março de 2022.

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Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho subiram significativamente em uma “rodada de pechinchas” na sexta-feira, recuperando a maior parte das perdas acentuadas de quinta-feira após uma ampla liquidação de commodities.

“Depois de enfrentar cortes acentuados na quinta-feira, os compradores de pechinchas voltaram aos mercados de grãos hoje, gerando uma rodada de compras técnicas que elevaram os preços significativamente no fechamento”, relata o analista Ben Potter.

Guilherme Dorigatti Borges