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Em 38 países gasolina é mais cara que no Brasil. Confira os preços pelo mundo

Em um momento em que as usinas, distribuidoras e postos ainda estão se ajustando ao mais recente aumento no preço da gasolina, chama atenção um fato que contraria o discurso do governo: a gasolina no Brasil não está entre as mais caras do mundo. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, chegou inclusive a afirmar que "o preço do litro da gasolina, em qualquer comparação internacional, mostra nosso preço na parte mais elevada".

Os números do governo não estão alinhados com a mais recente pesquisa realizada pela Bloomberg sobre o preço da gasolina ao redor do mundo e a porcentagem da renda diária necessária para comprar um galão do combustível (veja gráfico abaixo). A conceituada publicação selecionou 60 países com renda média por pessoa de pelo menos US$ 3,50 por dia. O ranking mostrou que existem 38 países vendendo gasolina aos consumidores com preço mais caro que o Brasil. Em relação ao impacto do preço do combustível na renda da população o Brasil ocupou a 20ª posição.

A constatação, feita antes do aumento de 6,6% no preço da gasolina nas refinarias, traz à tona um grande dilema no que diz respeito à política de preços deste combustível: apesar de a manutenção do valor pago pela gasolina ajudar a controlar a inflação, os preços praticados acabam não acompanhando o preço do barril de petróleo, o que tem trazido prejuízos bilionários para a Petrobras.

Para o setor sucroalcooleiro, dependente de preços mais atrativos para o etanol,  esta situação faz com que o etanol perca competitividade,
já que, mesmo custando menos por litro, o biocombustível tem eficiência 30% menor do que o combustível fóssil.

Novos aumentos na gasolina não estão na agenda do governo, mas o feito no fim de janeiro já permite que o preço do etanol, que segue a lei da oferta e demanda, suba para atender as necessidades da indústria, em crise há pelo menos três anos. O site novaCana.com, dedicado exclusivamente ao mercado de etanol no Brasil, apresenta abaixo o gráfico completo com todos os preços.

Preço (e peso no bolso) da gasolina pelo mundo
Segundo os resultados da pesquisa, o país com maior preço para a gasolina é a Turquia (US$ 2,61/litro). A maior parte deste valor é de impostos que aumentam a receita do governo e mantém o país como a maior economia do Leste Europeu. Contudo, um galão do combustível (equivalente a 3,8 litros) pesa no bolso dos turcos, levando quase um terço da renda média diária de 30 dólares O país ocupa a sétima posição no ranking desta categoria.

Em segunda e terceiro na classificação dos preços mais altos estão Noruega e Holanda, onde a gasolina custa US$ 2,54 e US$ 2,40, respectivamente. A presença do país escandinavo, um dos grandes produtores de petróleo do mundo, nesta posição surpreende, mas é justificada pela política de usar os lucros obtidos com a venda de petróleo e seus derivados para manter serviços como educação superior gratuita e melhorias na infraestrutura.

De qualquer forma, o país está na 51ª posição na classificação de acordo com a porcentagem da renda diária necessária para comprar um galão do combustível, já que o valor corresponde a 3,4% do que um cidadão recebe por dia. Na Holanda, onde o meio de transporte de escolha dos cidadãos é a bicicleta, o preço da gasolina corresponde a 7,3% da renda diária, o que o deixa na 40ª posição do ranking.

Sem surpresas, entre os países que tem preços de gasolina mais baixos estão os principais produtores de petróleo do mundo: Kuwait (58ª posição), Arábia Saudita (59ª) e Venezuela (60ª). Os valores pagos por litro variam entre US$ 0,016 e 0,12 e colaboram para que as três nações sejam também as últimas classificadas na lista que leva em conta o quanto cada um deles representa da renda diária.

Mesmo assim, a Bloomberg destaca que o Kuwait estabeleceu um plano para diversificar sua economia, já que ela depende muito do petróleo, e a Arábia Saudita está investindo em diversas alternativas para substituir a geração de energia a partir da queima de combustíveis fósseis. Enquanto isso, a Venezuela não consegue diminuir os subsídios da gasolina, devido à pressão popular.

Brasil
No que diz respeito ao preço da gasolina, o Brasil ocupa a metade final da tabela, cobrando dos consumidores US$ 1,43 por litro. Isto representa 16% da renda diária per capita, o que deixa o país na 20ª posição na classificação que tem esta porcentagem como critério. Segundo a pesquisa, nosso consumo do combustível por habitante está um pouco abaixo da média mundial.

 

Vivian Faria - novaCana.com

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Comentários   

+1 marcio costa
25 Fevereiro 2013 - 08:42

Gostei dos dsdos das pesquisas mas queceram ou nao desejaram informar que o salario minimo nesses paises deixam o Brasil para trás. ouço sobre o Bradil ser auto suficiente em petroleo e blablabla, mas cadê o retorno para populacao? Para quem tem dinheiro encher o tanque do carro zero e mole é lindo eu quero ver encher um tanque ganhando salario minimo.
um abraço.
1
-1 Antonio
26 Fevereiro 2013 - 17:30

Os países que tem a gasolina mais cara são importadores líquidos e cobram um imposto ou para fins fiscais ou sociais.
Provavelmente os tributos devem ser bem maior do que no Brasil.
O certo é comparar o preço líquido da gasolina x produção local x renda.
2
+1 Ricardo
13 Março 2013 - 11:26

Infelizmente não podemos culpar o preço do produto pelas mazelas que acometem o nosso país. O fato é que o preço do produto segue uma estrutura de custos de produção, e está dentro de um padrão internacional, até abaixo da média. Não dá para querer fazer o preço do produto em função da renda do cidadão brasileiro, isso não existe comercialmente, apenas em países que buscam manipular a população em virtude de um projeto político, como a Venezuela (não por acaso, o mais barato...).
3
0 lenu
22 Agosto 2013 - 10:14

Faz necessário informar e calcular a diferença, pois nossa gasolina é de qualidade inferior e batizada com 40% de etanol
4
+5 Wil
26 Outubro 2013 - 00:21

Não vou falar muito, porque acho desnecessário, mas ficam aqui poucos argumentos que deveriam ser considerados nas pesquisas:
1) A renda média dos cidadão que usam carro no país;
2) O grau de pureza e qualidade da gasolina naquele país, já que a nossa é péssima e possui etanol com outros produtos no meio;
3) Os tributos na gasolina brasileira ultrapassam 50%. Basta reduzi-los para melhorar o preço;
4) Observe que nos países onde a gasolina é mais cara, o transporte público é excelente com trens de alta velocidade de ótima qualidade e com ótimas tarifas;
5) Os cidadãos dos países onde o combustível é mais caro, possuem carros que no Brasil custa 10 vezes mais caro do que os populares vendidos por aqui, mas lá, eles pagam 20% do valor que pagamos no Brasil pelo mesmo veículo!!!
6) Todos os dados são subjetivos, como por exemplo, de qual gasolina estamos falando? normal, aditivada, batizada?
7) Esses países têm as reservas gigantescas de petróleo que temos e a maior e mais avançada empresa em pesquisas e captação de petróleo do mundo (Petrobrás)?
Gostaria de saber porque nossos governantes e nossos compatriotas têm tanta miopia ao olharem para assuntos como este que são tão visíveis a qualquer um que tenha pelo menos um olho!
5
+2 Ricardo
28 Outubro 2013 - 10:41

O preço da gasolina (produto) no Brasil é razoável, o que não é razoável é o peso dos impostos. A gasolina brasileira possui aditivação de etanol, é um substituto para o chumbo tetraetila que antigamente era utilizado. A mão do governo na Petrobras está corroendo a empresa, e os impostos sacando $ do bolso dos brasileiros.
6
-1 Victor
15 Fevereiro 2014 - 15:44

A qualidade do etanol, medida em octanas, é superior a da gasolina. Dessa forma, sua adição a gasolina não piora o combustível, ocasionando justamente o contrário.
Estamos sofrendo com a desvalorização do cambio e o preço dos combustíveis tem que se adequar a esta nova realidade. Não adianta fingir, quanto mais distorções tivermos na economia, pior vai ser o resultado final. Não tem que considerar renda média da população para calcular o preço da gasolina. Isto é um absurdo econômico. O petróleo tem cotaçao internacional e é assim que tem que ser.
Enquanto estamos nesse dilema, as cidades estão paradas com as pessoas indo de carro até na padaria. Ora, se os combustíveis estão caros como realmente se propaga, a postura da população deveria ser mais racional.
7
+2 Carlos Henrique
04 Março 2014 - 12:00

Ao analisar a reportagem e os comentários, fiquei surpreso ao ver que ainda temos brasileiros preocupados com nossa situação. O comentário apresentado por Wil me agradou tanto que fui obrigado a votar como um dos mais completos. Vejamos agora minha opinião... Considero que todos os ingredientes para o calculo do valor da gasolina devem ser considerados e utilizados, principalmente, por vivermos uma época de globalização da economia, o que quer dizer, que estamos de uma maneira ou outra, atrelados aos preços internacionais. Acho que o principal fator de transformação que o pais precisa experimentar e o de sua cultura. Um pais que despreza sua malha náutica, ferroviária(totalmente sucateada) e outras em detrimento de nossa malha rodoviária, deveria por forca da lei, no minimo, oferecer preços melhores a população para o consumo de combustível. Nossa cultura arraigada desde o império na troca de favores em nome de uma governabilidade nos faz estarmos sempre em posição de se curvar a interesses, outros, que não o de sempre favorecer aos que controlam e mantem o poder. Cortemos na carne este mal e vejamos se tudo não melhoraria... O Brasil feito por brasileiros ainda se encontra longe de nossa realidade. Enquanto não buscarmos nos conscientizarmos e aos nossos filhos, e estes aos seus filhos... continuaremos de joelhos perante politicas insanas de melhorias sociais... Por isso em vão discutiremos se o preço da gasolina pode ou não baixar, se e correto ou não a politica do governo a ou do governo b...Porque no final devemos entender a quem realmente favorece esta politica.
8

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