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Colheita mecanizada de cana vira brincadeira na Agrishow

Simulador de colheita de cana
Parece uma brincadeira de videogame, mas a coisa é séria! O simulador de colhedora de cana-de-açúcar, concebido por uma empresa que desenvolve equipamentos semelhantes para a Nasa, ensina a conduzir a máquina exatamente como se estivesse no campo. Além de proporcionar uma economia no treinamento dos funcionários das usinas para a condução das colhedoras, esses simuladores custam menos que 10% do valor de uma máquina (que varia entre R$ 700 mil a R$ 1 milhão).

O simulador é uma das novidades apresentadas e está sendo prospectado para o mercado brasileiro pela Jonh Deerena Agrishow 2013, feira de agronegócio que termina nessa sexta-feira (3/5), em Ribeirão Preto (SP).

"Pilotar uma máquina de cana é tão complicado, a nível de educação no campo, quanto pilotar um avião. E custa caro para o usineiro", destaca o supervisor de vendas de agricultura de precisão da Jonh Deere, Thiago Oliveira. Segundo Oliveira, o investimento no simulador pode ser recuperado em menos de um ano, já que o custo/hora de uma colhedora de cana no campo está hoje entre R$ 100 a R$ 150, contando que uma máquina usa entre 30 a 50 litros de combustível por hora. Desde o ano passado, os simuladores estão sendo testados por usinas brasileiras.

Tal qual um videogame, após a "colheita", o programa mostra o relatório de "pontuação" atingida pelo condutor, como índices de perda e alinhamento. Assim, o condutor pode saber onde precisa melhorar no manuseio da máquina.

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Mecanização

Apesar de ainda não haver números fechados em relação às vendas de colhedoras de cana-de-açúcar, as empresas estão otimistas com a feira.

Da safra 2006/2007 para a temporada de 2012/2013, o número de máquinas de colher cana no Estado de São Paulo passou de 750 para 3.000. Com os investimentos no campo, o percentual de área de cana-de-açúcar colhida crua no Estado atingiu 72,6% nesta safra. Na temporada passada, este índice era de 65,8% da área plantada do Estado.

Com isso, desde o início do Projeto Etanol Verde, em 2007, São Paulo deixou de queimar 53,3 milhões de hectares de cana, evitando o lançamento à atmosfera mais de 20,6 milhões de toneladas de poluentes e 3,4 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. "Isso equivale à poluição de 59 mil ônibus em circulação durante um ano em uma grande cidade", destacou o secretário de Meio Ambiente do Estado, Bruno Covas, durante a feira.

por Alana Fraga, de Ribeirão Preto (SP)
Foto: Lucas Mamede/Ed. Globo
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