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Análises SWOT da sustentabilidade na produção de cana e etanol


Esse tipo de análise é utilizado frequentemente para informar aos decisores os fatores determinantes ou críticos de uma determinada situação em estudo. Tem como objetivo reduzir incertezas e auxiliar na formulação de estratégias, explicitando os fatores que poderão influenciar o sucesso de um projeto.

É um tipo de análise bastante simples, desenvolvida inicialmente dentro do ambiente corporativo e atualmente usada na formulação de políticas públicas e em estudos de Análise Ambiental Estratégica.

SWOT é a sigla para quatro grupos de caracterizações que se busca ao analisar um problema ou situação. Ela significa em inglês: Strength, Weakness, Opportunities e Threats. A análise SWOT, aplicada ao presente caso de expansão da produção de etanol[link, cap-5], agrupa as características que conferem “forças” (S) ou vantagens verificadas com relação a causar menores impactos ambientais, aspectos de fragilidade (W) que podem prejudicar o ambiente em relação à situação atual, as oportunidades (O) que são oferecidas pela expansão da produção segundo as alternativas oferecidas pelo cenário e, finalmente, as possíveis ameaças (T) que podem comprometer o ambiente se essas ações foram implementadas.

É importante destacar que as questões ambientais e sociais não devem ser tratadas separadamente, mas simultaneamente. Os problemas de que trata a ecologia não afetam somente o meio ambiente, mas também o ser humano e vice-versa. Ferraz (2007) conceitua que uma commodity ambiental, condição pleiteada pelo etanol, “é aquela que trabalha fortemente as questões sociais e ambientais”. A presente análise SWOT analisa somente os impactos ambientais, reconhecendo-se sua restrição por ser necessário sobrepor-se a ela a análise das questões sociais envolvidas.

Sumário da análise SWOT

Forças
(Strength)
Fragilidades
(Weakness)
Nenhuma ou pouca necessidade de irrigação. Alterações estruturais do solo (perdas de água, nutrientes, solo,
salinização e acidez.
Reutilização/reciclagem de grande parte da água utilizada. Alta captação de água
Há a legislação de controle e proibição da prática da queima. Poluição atmosférica (poluentes e fuligens): queimadas e
mecanização agrícola
Maior preservação do solo em relação a outras culturas. Falhas de fiscalização (queimadas e vinhoto)
Disponibilidade de terras. Compactação do solo
Uso controlado do vinhoto. Salinização e contaminação dos lençois e mananciais (vinhoto,
fertilizantes e defensivos agrícolas)
Menor uso de defensivos/fertilizantes em relação a outras
culturas (reciclo integral dos efluentes industriais e pesquisa)
Enxurradas e assoreamento
Fragmentação de habitats e redução da biodiversidade
Oportunidades
(Opportunities)
Ameaças
(Threats)
Plantio direto Efeitos cumulativos do solo e de implementos agrícolas,
depleção de recursos hídricos.
Uso de ETC’s
Agricultura de precisão Aumento do uso de defensivos agrícolas e de fertilizantes
inorgânicos.
TI
Corredores de Biodiversidade Aumento do uso de água.
Redução da coleta, uso e lançamento de água Aumento da demanda por irrigação em áreas com defícit
hídrico.
Melhoramento genético
 Hidrólise enzimática e ácida Riscos de degradação e queima de áreas de reserva;
 Concentração térmica e biodigestão do vinhoto

A tabela apresenta um resumo da análise SWOT realizada aqui. A seguir, a análise será feita para os seguintes fatores ambientais: Impactos na qualidade do ar, Suprimento e qualidade da água, Ocupação do solo e biodiversidade, Preservação dos solos agrícolas e uso de defensivos agrícolas e fertilizantes[inluir links, ajustar titulos].