
Venda de hidratado bate novo recorde na 2ª quinzena de julho; competitividade do renovável nos postos é a melhor nos últimos oito anos

Venda de hidratado bate novo recorde na 2ª quinzena de julho; competitividade do renovável nos postos é a melhor nos últimos oito anos














Vendas de hidratado: Esse crescimento decorre do volume recorde de etanol hidratado comercializado ao mercado interno na segunda metade de julho: 930,40 milhões de litros.
Competitividade nos postos: O aumento nas vendas de hidratado remete à competitividade do produto frente à gasolina na maior parte do mercado brasileiro. Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com dados compilados pela Unica, indica uma paridade média de 62% entre os combustíveis no Brasil, aquém do rendimento técnico médio de 73%, ao longo da última semana (de 29 de julho a 04 de agosto). Em pelos menos seis Estados – São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Rio de Janeiro – a competitividade do renovável nos postos é a melhor ao longo desta década. Por exemplo, na capital paulista e em cidades do interior do Estado, a relação está abaixo dos 60%.
Análise sobre o mercado de etanol: Para o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, “nesse momento, abastecer com o etanol gera uma importante economia ao consumidor, além dos inúmeros benefícios ambientais e de saúde pública proporcionados pelo consumo de uma fonte de energia limpa e renovável.” Importante destacar também a contribuição do etanol anidro, aquele misturado à gasolina, para atenuar o preço do combustível fóssil nas bombas, concluiu.
Economia para o consumidor: Segundo a Unica, tomando-se os preços da última semana e comparando esses valores com o rendimento médio dos veículos, é possível concluir que um proprietário de carro flex com consumo médio de 200 litros de combustível por mês está obtendo uma economia média de R$ 120 mensalmente pelo uso do etanol. Aplicando a mesma lógica a todo o volume de hidratado comercializado pelas usinas do Centro-Sul no último mês, chegamos a uma economia de R$ 970 milhões proporcionada pelo biocombustível.
Vendas de anidro: Em relação ao anidro, as vendas ao mercado interno alcançaram 407,40 milhões de litros na última de metade de julho, registrando crescimento de 20,0% em relação ao volume comercializado nas duas quinzenas anteriores. Esse aumento é explicado especialmente pela maior quantidade de etanol transferida à região Norte-Nordeste após a redução nas importações do produto.
Comercialização mensal de etanol: No total de julho, as vendas das unidades produtoras alcançaram 2,70 bilhões de litros, sendo 253,04 milhões direcionados à exportação e 2,45 bilhões ao mercado interno. No mercado interno, o volume comercializado de anidro atingiu 748,63 milhões de litros e de hidratado 1,70 bilhão, com crescimento de 51,9% em relação a julho de 2017. Para o executivo da Unica, “as vendas de julho surpreenderam especialmente por ser um período de férias no Brasil”. A expectativa é de que o volume comercializado atinja patamares superiores no mês de agosto, acrescenta Padua.
Vendas acumuladas de etanol: No acumulado desde abril até o final de julho, o volume comercializado de etanol atingiu 9,24 bilhões de litros de etanol, sendo 6,25 bilhões de hidratado e 2,98 bilhões de anidro. Deste total, apenas 513,06 milhões de litros (ou seja, menos de 6%) destinaram-se às exportações e 8,72 bilhões foram direcionados ao mercado interno – crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2017, com destaque para as vendas internas de hidratado que somaram 6,04 bilhões e registraram aumento de 37,7% em relação ao último ano.