Itaú BBA aponta que novo ciclo de expansão do setor será baseado em etanol e bioeletricidadeHá 13 anos quando analisava o projeto de cogeração de biomassa da usina Santa Adélia, tradicional grupo de São Paulo, o diretor do Itaú BBA, previa que em uma década o setor estaria dividido entre as empresas com cogeração e as sem. Mas há alguns meses o executivo da Santa Adélia, Norberto Bellodi, corrigiu esta previsão.
A seguir mais detalhes sobre a opinião de Figliolino sobre o modelo que predominará no setor e como isto afeta uma nova expansão do setor.
Para o diretor comercial do Itaú BBA Alexandre Figliolino está se tornando cada vez mais claro que "só vão sobreviver as empresas que tiverem cogeração".
Há 13 anos quando analisava o projeto de cogeração de biomassa da usina Santa Adélia, tradicional grupo de São Paulo, o diretor do Itaú BBA, previa que em uma década o setor estaria dividido entre as empresas com cogeração e as sem. Há alguns meses o executivo da Santa Adélia, Norberto Bellodi, corrigiu a previsão afirmando que apenas vão se manter as usinas que produzirem bioeletricidade, contou Figliolino nesta terça-feira, durante o seminário "1º de abril: dia da verdade sobre a bioeletricidade".
O executivo do Itaú BBA explica que isto fica ainda mais evidente em períodos de crise, como a atual. "Estamos vendo nos números das empresas com as quais trabalhamos, a importância da cogeração para gerar algum caixa livre no negócio, já que as atividades principais, de açúcar e etanol, não estão sendo suficientes".
O futuro crescimento do setor deve inclusive ser calcado especialmente na produção de etanol e de bioeletricidade, considerados "irmãos siameses". Segundo Figliolino, um produto vai puxar a competitividade do outro, uma vez que o açúcar seria secundário por oferecer uma relação muito prejudicada com a expansão para regiões distantes de portos, principalmente em momentos de preços mais baixos.
"O que parece ser mais promissor e mais eficiente é o modelo que privilegia a produção de etanol e a energia", alertou. Em razão dessa sinergia, o executivo pediu que qualquer política pública seja coordenada para contemplar os dois produtos.
Apesar da diferença positiva que a queima do bagaço pode trazer às usinas, Figliolino avalia que tanto a produção de etanol como a cogeração estão hoje em um período de "perde-perde". Para a energia elétrica, as perdas são similares àquelas causadas ao setor de etanol e também ao caixa da Petrobras pelo subsídio à gasolina. O executivo do Itaú BBA explica que o óleo diesel que está sendo queimado nas térmicas para mitigar o risco de apagão, prejudica a balança comercial e agrava o estrago nas contas da estatal petrolífera. Ao mesmo tempo o setor vive uma crise profunda e produz bioeletricidade muito abaixo de sua capacidade instalada.
"Tudo poderia estar sendo diferente", lamenta apontando que atualmente as usinas estão cogerando apenas 1,7 MW médios, valor muito aquém do potencial que seria de 5,4 MW médios.
Amanda SchArr – NovaCana
A seguir mais detalhes sobre a opinião de Figliolino sobre o modelo que predominará no setor e como isto afeta uma nova expansão do setor.
Para o diretor comercial do Itaú BBA Alexandre Figliolino está se tornando cada vez mais claro que "só vão sobreviver as empresas que tiverem cogeração".
Há 13 anos quando analisava o projeto de cogeração de biomassa da usina Santa Adélia, tradicional grupo de São Paulo, o diretor do Itaú BBA, previa que em uma década o setor estaria dividido entre as empresas com cogeração e as sem. Há alguns meses o executivo da Santa Adélia, Norberto Bellodi, corrigiu a previsão afirmando que apenas vão se manter as usinas que produzirem bioeletricidade, contou Figliolino nesta terça-feira, durante o seminário "1º de abril: dia da verdade sobre a bioeletricidade".
O executivo do Itaú BBA explica que isto fica ainda mais evidente em períodos de crise, como a atual. "Estamos vendo nos números das empresas com as quais trabalhamos, a importância da cogeração para gerar algum caixa livre no negócio, já que as atividades principais, de açúcar e etanol, não estão sendo suficientes".
O futuro crescimento do setor deve inclusive ser calcado especialmente na produção de etanol e de bioeletricidade, considerados "irmãos siameses". Segundo Figliolino, um produto vai puxar a competitividade do outro, uma vez que o açúcar seria secundário por oferecer uma relação muito prejudicada com a expansão para regiões distantes de portos, principalmente em momentos de preços mais baixos.
"O que parece ser mais promissor e mais eficiente é o modelo que privilegia a produção de etanol e a energia", alertou. Em razão dessa sinergia, o executivo pediu que qualquer política pública seja coordenada para contemplar os dois produtos.
Apesar da diferença positiva que a queima do bagaço pode trazer às usinas, Figliolino avalia que tanto a produção de etanol como a cogeração estão hoje em um período de "perde-perde". Para a energia elétrica, as perdas são similares àquelas causadas ao setor de etanol e também ao caixa da Petrobras pelo subsídio à gasolina. O executivo do Itaú BBA explica que o óleo diesel que está sendo queimado nas térmicas para mitigar o risco de apagão, prejudica a balança comercial e agrava o estrago nas contas da estatal petrolífera. Ao mesmo tempo o setor vive uma crise profunda e produz bioeletricidade muito abaixo de sua capacidade instalada.
"Tudo poderia estar sendo diferente", lamenta apontando que atualmente as usinas estão cogerando apenas 1,7 MW médios, valor muito aquém do potencial que seria de 5,4 MW médios.
Amanda SchArr – NovaCana