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SAPCana: Mapa adequa prazos para início e fim da safra de cana no Brasil

mapa logo 160216O período para o lançamentos dos dados da atual safra (2015/16) será mais longo e para a próxima safra (2016/17) começará mais tarde.

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A Coordenação Geral de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura (Mapa) alterou as datas para os registros de produção das usinas no sistema SAPcana. Com isso, o período para o lançamentos dos dados da atual safra (2015/16) será mais longo e para a próxima safra (2016/17) começará mais tarde.

A Coordenação Geral de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura (Mapa) alterou as datas para os registros de produção das usinas no sistema SAPcana. Com isso, o período para o lançamentos dos dados da atual safra (2015/16) será mais longo e terá encerramento em fevereiro desse ano para as regiões Norte e Centro-Sul.

A mudança comunicada pelo Mapa estabelece que as unidades devem continuar efetuando regularmente seus lançamentos no sistema. Dessa forma, toda produção feita até 31 de março será registrada como pertencente à safra 2015/2016. Já o início da nova safra e o registro da sua produção será computado a partir de 1º de abril de 2016.

Ao portal NovaCana, o Mapa informou que essa mudança visa atender um acordo feito junto à entidades do setor, como a Unica e o Consecana. Apesar do início oficial da safra ser sempre em abril para a maioria das usinas, para fins estatísticos, o Mapa considerava a produção de fevereiro e março já como sendo da safra seguinte.

Segundo o ministério, normalmente a safra do sistema SAPCana tem seu início em fevereiro, mas, este ano, poucas unidades iniciarão a produção nesse mês. A grande maioria efetivamente daria início ao seu período de produção em abril, por isso a reivindicação das entidades.

Outra mudança é que as unidades do Nordeste que iniciam a safra antes de agosto, período oficial para o encerramento da produção na região, também poderão fazer os registros da temporada 2016/17 a partir do mês de abril. A alteração atende usinas da Bahia e da Paraíba que costumam produzir mais cedo e poderão já computar esses dados como sendo da próxima da safra.

Nesse caso, a safra 2015/16 deve terminar uma quinzena antes do início dos registros para a próxima. As usinas que não atendem a essa característica encerram normalmente a safra no dia 31 de agosto, iniciando a safra na quinzena seguinte.

Ainda de acordo com o comunicado, as unidades produtoras que não operarem até as datas-limite de 01/08/2016 (regiões Centro/Sul e Norte) e 30/11/2016 (região Nordeste) terão seus registros suspensos junto à Secretaria de Política Agrícola do Mapa, fato que será comunicado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A menção à ANP é, no mínimo, curiosa. O Mapa parece sugerir que as sanções do Mapa são tão brandas que o maior problema em ter os registros cancelados com o Mapa é perder a autorização da ANP.

Erros em lançamentos

A Coordenação-Geral Cana-de-açúcar e Agroenergia frisa no comunicado a necessidade de que os estoques sejam meticulosamente conferidos antes do encerramento da safra no sistema. Apesar das solicitações de alterações serem frequentes ao longo das temporadas, informou o Mapa, no encerramento isso se torna problemático e gera vários impactos nas estatísticas geradas pelo SAPcana.

A razão é que esses dados geram um relatório à parte de estoques remanescentes que são automaticamente incorporados aos dados da nova safra. Esse detalhe torna as alterações extremamente difíceis, o que justifica que as mesmas não sejam feitas após o encerramento. O Mapa parece acostumado aos problemas do SAPCana e, em vez de aperfeiçoar o sistema, busca alternativas às limitações dele.

Outro ponto que evidencia os problemas do SAPcana é a dispensa da necessidade do preenchimento da estimativa para a safra 2016/2017. O campo, que passou fazer parte das informações solicitadas pelo sistema do Mapa na atual safra, apresentou um problema técnico na geração de relatórios. Para não prejudicar o processo de finalização de uma safra e início de outra, o Mapa optou por não utilizá-lo nesse momento. Segundo o ministério, as estimativas podem voltar a fazer parte do sistema ainda ao longo da temporada 16/17.

Sobre o SAPCana

O Sistema de Acompanhamento da Produção Canavieira (SAPCana) é um registro obrigatório a todas unidades industriais produtoras de açúcar e etanol, cooperativas e empresas de produção e comercialização instaladas no território nacional. É a partir de seus dados que o Ministério fornece o acompanhamento de toda a produção sucroalcooleira do País.

Marina Gallucci – NovaCana

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