Analistas projetam moagem de 44,86 milhões de toneladas de cana no período; aproximadamente 46,81% da matéria-prima foi direcionada para a fabricação de açúcar
Por Nicolle Monteiro de Castro*
A produção de açúcar da região Centro-Sul deve totalizar 3,27 milhões de toneladas na primeira metade de setembro, um aumento de 61% no comparativo anual. O valor é referente à média das expectativas de analistas consultados pela S&P Global Platts em 22 de setembro.
Se as estimativas estiverem corretas, este seria o segundo maior volume de açúcar já produzido no período de 1º a 15 de setembro, atrás apenas das 3,41 milhões de toneladas registradas em 2017.
Considerando esta projeção, a produção acumulada de açúcar na safra 2020/21 pode chegar a 29,17 milhões de toneladas, o que representa um aumento anual de 45,46%.
Ainda segundo o levamento, a quantidade de cana moída na primeira quinzena de setembro deve totalizar 44,86 milhões de toneladas, 13,3% a mais que no mesmo período do ano passado. Caso se conforme, o acumulado da safra 2020/21 será de 459,95 milhões de toneladas.

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) deve divulgar os números oficiais de produção nos próximos dias.
Mais informações sobre as projeções da Platts para a quinzena, além da posição atualizada de preços de açúcar e etanol, estão disponíveis no texto completo (exclusivo para assinantes).
Por Nicolle Monteiro de Castro*
A produção de açúcar da região Centro-Sul deve totalizar 3,27 milhões de toneladas na primeira metade de setembro, um aumento de 61% no comparativo anual. O valor é referente à média das expectativas de analistas consultados pela S&P Global Platts em 22 de setembro.
Se as estimativas estiverem corretas, este seria o segundo maior volume de açúcar já produzido no período de 1º a 15 de setembro, atrás apenas das 3,41 milhões de toneladas registradas em 2017.
Considerando esta projeção, a produção acumulada de açúcar na safra 2020/21 pode chegar a 29,17 milhões de toneladas, o que representa um aumento anual de 45,46%.
Ainda segundo o levamento, a quantidade de cana moída na primeira quinzena de setembro deve totalizar 44,86 milhões de toneladas, 13,3% a mais que no mesmo período do ano passado. Caso se conforme, o acumulado da safra 2020/21 será de 459,95 milhões de toneladas.
Levando em conta a moagem total de cana para a temporada estimada pela Platts Analytics, de 600 milhões de toneladas, o acumulado significaria que 76,66% da safra já foi colhida.
Desta forma, o ritmo acelerado de esmagamento pode levar à antecipação do final da temporada, que pode terminar no final de outubro em muitas regiões produtoras do Centro-Sul, conforme participantes do mercado ouvidos pela Platts.
Entre os 11 analistas consultados, a projeção para a moagem de cana na quinzena variou de 43,4 milhões a 47,6 milhões de toneladas. Eles também calculam uma média de menos de meio dia de paralisações de moagem no período analisado, o que foi atribuído principalmente ao tempo seco.

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) deve divulgar os números oficiais de produção nos próximos dias.
Qualidade da cana e mix de produção
De acordo com os analistas, a concentração de açúcar total recuperável (ATR) na cana deve aumentar dos 154,2 kg/t vistos na primeira quinzena de setembro de 2019 para 158 kg/t neste ano. Se esta previsão se confirmar, este será o maior resultado para o período desde 2010, quando foram registrados 160,55 kg/t.
Ainda segundo os profissionais, a proporção da cana usada para a produção de açúcar no Centro-Sul durante a primeira metade de setembro deve ficar em 46,81%, contra os 35,02% vistos um ano antes.
A pesquisa aponta que este aumento de mais de 10 pontos percentuais se deve aos maiores preços do açúcar. Além disso, a exportação do adoçante está sendo considerada mais vantajosa para as usinas que a venda de etanol no mercado doméstico.
A Platts Analytics, por sua vez, estima que 47,2% do total da cana esmagada será direcionado para a produção do açúcar, um valor um pouco acima do consenso da pesquisa.
Mercado de etanol
Em 21 de setembro, a Platts avaliou o preço do etanol hidratado (convertido em açúcar bruto equivalente) em 10,43 centavos de dólar por libra-peso. No mesmo dia, o mercado futuro de açúcar, negociado em Nova York, fechou em 12,55 centavos de dólar por libra.
Desta forma, houve um prêmio de exportação de 2,12 centavos por libra, o equivalente a uma diferença de R$ 46,74/t em relação ao etanol hidratado negociado no mercado interno.
Como o direcionamento de cana para a produção do renovável deve cair para 53,19% na primeira quinzena de setembro – ante os 64,98% vistos no mesmo período do ano passado –, o volume total produzido deve cair 4,4% na comparação anual, para 2,23 bilhões de litros.
Especificamente, a produção de etanol hidratado deve ter uma redução anual de 9,1%, para 1,52 bilhão de litros. Já o volume de anidro fabricado na quinzena deve chegar a 717 milhões de litros, um aumento de 7,4%.
* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts
Com tradução NovaCana