Analistas consultados pela Platts projetam uma moagem total de 45,8 milhões de toneladas de cana na quinzena, com o mix de açúcar chegando a 48,3%
Por Nicolle Monteiro de Castro*
A produção de açúcar no Centro-Sul durante a primeira quinzena de julho deve totalizar 3,087 milhões de toneladas, um aumento de 59% ano a ano, de acordo com as expectativas de analistas consultados pela S&P Global Platts em 22 de julho.
Se as estimativas dos analistas estiverem corretas, este seria o maior volume produzido em qualquer quinzena desde a primeira metade de julho de 2017. Na ocasião, foram fabricadas 3,114 milhões de toneladas do adoçante.
A produção brasileira de açúcar vem batendo recordes desde o início da safra 2020/21, em 1º de abril. O movimento é estimulado pelo preço internacional do adoçante em reais, que tem remunerado melhor que o etanol comercializado no mercado doméstico.
Segundo os analistas consultados, a quantidade de cana-de-açúcar moída na primeira quinzena de julho deve totalizar 45,8 milhões de toneladas, 11,7% a mais que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Saiba mais sobre as estimativas da Platts para a quinzena e sobre o mercado de etanol no texto completo.
Por Nicolle Monteiro de Castro*
A produção de açúcar no Centro-Sul durante a primeira quinzena de julho deve totalizar 3,087 milhões de toneladas, um aumento de 59% ano a ano, de acordo com as expectativas de analistas consultados pela S&P Global Platts em 22 de julho.
Se as estimativas dos analistas estiverem corretas, este seria o maior volume produzido em qualquer quinzena desde a primeira metade de julho de 2017. Na ocasião, foram fabricadas 3,114 milhões de toneladas do adoçante.
A produção brasileira de açúcar vem batendo recordes desde o início da safra 2020/21, em 1º de abril. O movimento é estimulado pelo preço internacional do adoçante em reais, que tem remunerado melhor que o etanol comercializado no mercado doméstico.
Segundo os analistas consultados, a quantidade de cana-de-açúcar moída na primeira quinzena de julho deve totalizar 45,8 milhões de toneladas, 11,7% a mais que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Se esta previsão estiver correta, a moagem de cana acumulada na safra 2020/21 deve chegar a 275,19 milhões de toneladas. Considerando o volume total estimado pela Platts Analytics – 600 milhões de toneladas de cana –, este número significaria que 45,86% da safra já foi colhida.

Entre os dez analistas que participaram da pesquisa, as estimativas para o esmagamento de cana variaram de 44,8 milhões a 47,8 milhões de toneladas. Além disso, eles calcularam uma média de menos de meio dia de paradas na moagem no período analisado, que foi atribuído principalmente ao clima seco.
Os profissionais ouvidos pela Platts também estimam que a qualidade da cana, medida pela concentração de açúcar total recuperável (ATR), deverá aumentar para 142,9 kg/t, ante os 138,1 kg/t do mesmo período de 2019. Desta forma, o ATR esperado será um dos mais altos registrados para este momento da safra.
Ainda de acordo com eles, a proporção de cana usada na produção de açúcar no Centro-Sul deve aumentar para 48,32% na quinzena, ante os 36% registrados um ano antes. A maior parcela de cana convertida para o adoçante também foi atribuída aos preços mais altos para exportação em comparação com o etanol doméstico.
A expectativa é que a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) divulgue os números oficiais de produção nos próximos dias.
Mercado de etanol
Em 22 de julho, a Platts avaliou o etanol hidratado, convertido em açúcar bruto equivalente, em 10,17 centavos de dólar por libra-peso. Na mesma data, o mercado futuro de açúcar na ICE encerrou as negociações com a commodity cotada a 11,86 centavos de dólar por libra-peso. Desta forma, há um prêmio de 1,69 centavos de dólar por libra-peso, o que corresponde a US$ 37,26/t, para a exportação.
Além disso, por conta da recente depreciação do real, as exportadoras brasileiras de açúcar receberiam um prêmio de aproximadamente R$ 190/t em comparação com o mercado spot de etanol.
Como o mix de produção do biocombustível na quinzena deve cair drasticamente na comparação com o mesmo período da safra passada – de 64% para 51,68% –, o volume total de etanol de cana produzido deverá ter uma redução de 4,1% na comparação anual, ficando em 2,04 bilhões de litros.
Especificamente, as estimativas apontam que a produção de hidratado deve cair 2,9%, para 1,39 bilhão de litros, enquanto a produção de anidro deve atingir 655 milhões de litros, um corte de 6,6%.
* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts
Com tradução NovaCana