Analistas estimam moagem de 46,7 milhões de toneladas de cana no período, com 48,16% da matéria-prima sendo direcionada para a fabricação do adoçante
Por Nicolle Monteiro de Castro*
A produção de açúcar na região Centro-Sul durante a primeira quinzena de agosto deve totalizar 3,25 milhões de toneladas, um aumento de 53% na comparação com o mesmo período da safra passada. A expectativa é referente a uma pesquisa com analistas realizada pela S&P Global Platts em 24 de agosto.
Se as estimativas estiverem corretas, este será o maior volume de açúcar já produzido na primeira metade de agosto.
Considerando a expectativa de produção nas duas primeiras semanas do mês, o volume acumulado desde 1º de abril pode chegar a 22,97 milhões de toneladas de açúcar, um aumento de 48,27% no comparativo anual.
Ainda segundo o levantamento, a quantidade de cana moída na primeira quinzena de agosto deve totalizar 46,68 milhões de toneladas, 8,9% a mais que no mesmo período do ano anterior. Se esta previsão estiver correta, a moagem acumulada da safra 2020/21 será de 373,12 milhões de toneladas.
Levando em conta a moagem total de cana estimada pela Platts Analytics, de 600 milhões de toneladas, este volume acumulado representaria que 62,19% da safra já colhida. Mas o ritmo acelerado de moagem pode potencialmente levar a um adiantamento do final da temporada.
A princípio, participantes do mercado estimam que a safra de cana pode terminar no final de outubro em muitas regiões produtoras.
Entre os 12 analistas pesquisados, a perspectiva para a moagem da quinzena variou de 44,9 milhões a 47,5 milhões de toneladas. O valor oficial deve ser divulgado pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nos próximos dias.
Saiba mais sobre as expectativas para a quizena e sobre o mercado de etanol no texto completo (exclusivo para assinantes).
Por Nicolle Monteiro de Castro*
A produção de açúcar na região Centro-Sul durante a primeira quinzena de agosto deve totalizar 3,25 milhões de toneladas, um aumento de 53% na comparação com o mesmo período da safra passada. A expectativa é referente a uma pesquisa com analistas realizada pela S&P Global Platts em 24 de agosto.
Se as estimativas estiverem corretas, este será o maior volume de açúcar já produzido na primeira metade de agosto.
Considerando a expectativa de produção nas duas primeiras semanas do mês, o volume acumulado desde 1º de abril pode chegar a 22,97 milhões de toneladas de açúcar, um aumento de 48,27% no comparativo anual.
Ainda segundo o levantamento, a quantidade de cana moída na primeira quinzena de agosto deve totalizar 46,68 milhões de toneladas, 8,9% a mais que no mesmo período do ano anterior. Se esta previsão estiver correta, a moagem acumulada da safra 2020/21 será de 373,12 milhões de toneladas.
Levando em conta a moagem total de cana estimada pela Platts Analytics, de 600 milhões de toneladas, este volume acumulado representaria que 62,19% da safra já colhida. Mas o ritmo acelerado de moagem pode potencialmente levar a um adiantamento do final da temporada.
A princípio, participantes do mercado estimam que a safra de cana pode terminar no final de outubro em muitas regiões produtoras.
Entre os 12 analistas pesquisados, a perspectiva para a moagem da quinzena variou de 44,9 milhões a 47,5 milhões de toneladas. O valor oficial deve ser divulgado pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nos próximos dias.

Os analistas ouvidos pela Platts esperam uma média de menos de meio dia de paralisação da moagem no período analisado, o que foi atribuído principalmente ao tempo seco.
A concentração de açúcar total recuperável (ATR) da cana, ainda segundo eles, deve subir dos 146,1 kg/t vistos na primeira quinzena de agosto de 2019 para 151,6 kg/t neste ano. Se confirmado, o índice estaria um pouco abaixo do recorde para o período – os 152,1 kg/t registrados na safra 2018/19.
Os analistas consultados também calculam que a proporção da cana usada para a produção de açúcar na quinzena deve aumentar para 48,16%, ante os 35,68% vistos um ano antes. De acordo com a pesquisa, a maior parte da cana está sendo convertida para a produção de açúcar devido aos preços mais vantajosos para a exportação da commodity em comparação com o etanol.
Preço do etanol
Na última sexta-feira (21), a Platts avaliou o preço do etanol hidratado, convertido em açúcar bruto equivalente, em 10 centavos de dólar por libra-peso. Na mesma data, o mercado futuro de açúcar negociado em Nova York fechou a 12,83 centavos de dólar por libra-peso. Desta forma, foi observado um prêmio para exportação de 2,83 centavos de dólar por libra-peso.
Ainda segundo a Platts, com a recente desvalorização do real, as exportações brasileiras de açúcar receberiam um prêmio de aproximadamente R$ 349/t em comparação com o mercado à vista de etanol.
Além disso, a participação do etanol no mix de produção das usinas durante a primeira quinzena de agosto está prevista para cair de 64,32% para 51,84% no comparativo anual. Com isso, o volume total de etanol de cana produzido deve diminuir 7,6% no ano, para 2,19 bilhões de litros.
De forma específica, a expectativa é que a produção de etanol hidratado caia 9,2% no comparativo anual, para 1,5 bilhão de litros. Já a produção de anidro durante a quinzena deve ser de 692 milhões de litros, um corte de 3,6%.
* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts
Com tradução NovaCana