Etanol: Mercado

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Petrobras vê “década dos biocombustíveis” e reforça aposta no setor

Empresa prevê avanço forte do setor até 2036, avalia investimento minoritário em etanol e aposta em eletrificação mais acelerada na década seguinte


InfoMoney - Publicado: 24 Jul 2026 - 11:09

A Petrobras avalia que o mundo atravessa a década dos biocombustíveis, enquanto segue analisando seu retorno ao mercado de etanol por meio de investimento minoritário no setor. Para a empresa, os dez anos a partir de 2036 deverão marcar um período de eletrificação mais acelerada.

“Neste primeiro momento, temos um pacote de investimentos para o quinquênio, orientado pelo plano de negócios, da ordem de US$ 13 bilhões em transição energética. Parte significativa desse valor, cerca de US$ 5 bilhões, está concentrada em biocombustíveis”, afirmou o executivo de transição energética da Petrobras, William Nozaki, durante painel na Expert XP 2026.

De acordo com o executivo, a empresa já está presente no segmento por meio da subsidiária PBio e vem avançando em projetos-piloto, além de iniciativas de pesquisa e desenvolvimento relacionadas a combustíveis sintéticos.

Além disso, a companhia continua observando oportunidades para reingressar no mercado de etanol. A intenção já havia sido anunciada em 2024, mas a Petrobras ainda não definiu um parceiro para seguir com a estratégia.

“A Petrobras tomou a decisão de entrar nesse segmento não com ativo próprio, mas como parceira minoritária relevante em alguma iniciativa que já opere nesse mercado, estimulada fundamentalmente pela Lei do Combustível do Futuro”, afirmou Nozaki.

Segundo ele, a legislação estimula e orienta a produção de biocombustíveis. Ele complementa que a discussão sobre o ingresso da Petrobras em etanol e o fortalecimento em biodiesel têm sido orientados por alavancas regulatórias de políticas públicas.

“Eu diria que a década de 2026 a 2036 provavelmente será uma década de avanço muito relevante dos biocombustíveis, porque são soluções mais fáceis de incorporar e adaptar, dada a base já instalada de máquinas, motores e equipamentos”, avaliou.

Ele também olha adiante: “A década seguinte, de 2036 a 2046, deve ter uma eletrificação mais acelerada. Então, a Petrobras está se preparando para esses dois momentos”.

Iuri Santos