Os resultados do mercado de combustíveis em 2015, e os fatores que influenciaram em seu desempenho, estão traduzidos a seguir em 26 gráficos e seis tabelas
A série de índices expõem o cenário que influenciou a demanda pelo ciclo Otto no ano passado, marcado pelo fim de incentivos à compra de veículos, a redução dos rendimentos da população e reajustes acentuados nos preços da gasolina C.
Confira a seguir:
- A correlação do mercado de ciclo Otto e do consumo das famílias na última década
- Histórico de vendas do ciclo Otto em Gasolina Equivalente na última década
- Venda de veículos leves por tipo de combustível de 2006 a 2015
- Relação entre a frota flex e o mercado de etanol hidratado
- Preço produtor X preço bomba do etanol e da gasolina (2014 X 2015)
- Participação por produto no consumo do ciclo Otto
- Relação de paridade (mensal) de preços do etanol hidratado e gasolina C de 2012 a 2015
Os resultados do mercado de combustíveis em 2015, e os fatores que influenciaram em seu desempenho, estão traduzidos a seguir em 26 gráficos e outras seis tabelas de dados compilados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).
O sindicato elaborou uma série de índices que envolvem diretamente o mercado de combustíveis. Os números expõem o cenário que influenciou a demanda pelo ciclo Otto no ano passado, marcado pelo fim de incentivos à compra de veículos, a redução dos rendimentos da população e reajustes acentuados nos preços da gasolina C.
Segundo a análise do Sindicom, ao final de 2015, a demanda pelos combustíveis do ciclo Otto ficou praticamente estagnada. “Com pífio crescimento de 0,2% em relação a 2014”, aponta o documento a entidade. Destaca-se ainda que a queda significativa do consumo de gasolina C foi compensada pelo crescimento robusto de consumo de etanol hidratado.
Além disso, em 2015, as vendas de veículos leves novos sentiram o aumento acentuado da taxa básica de juros e a maior restrição no crédito ao consumidor. Na comparação dom 2014, a queda nas vendas foi de quase 26%.
Não se alterou, ainda, em relação a ano anterior, o perfil dos novos veículos leves adicionados à frota. Saíram de fábrica equipados com motor flex fuel o equivalente a 88,4% dos veículos vendidos, ou 2,2 milhões de unidades.






Etanol
Entre os destaques sobre o biocombustível, o Sindicom aponta que o produto foi o o único dos combustíveis com alta em 2015. Com vendas recordes no ano, foram comercializados 17,9 bilhões de litros, volume 37,5% maior na comparação com o ano anterior.
A entidade ainda destaca que a demanda pelo etanol hidratado vem aumentando substancialmente nos últimos anos – crescimento de 80% o desde 2012 no mercado total.
Além disso, por conta dos aumentos nos preços da gasolina C, a paridade permaneceu favorável ao etanol hidratado por mais tempo e em mais estados do que no ano anterior ao longo de 2015.











Gasolina C
Encerrando um ciclo de onze anos de crescimentos sucessivos, ocorreu uma redução considerável no consumo do produto segundo aponta o Sindicom. O total de 41,1 bilhões de litros de gasolina C vendidos em 2015 representa uma queda de 7,3% nas vendas em relação à 2014.
A participação da gasolina C nas vendas para o mercado revendedor perdeu 3,6 pontos percentuais no volume total de combustíveis vendido nos postos, registrando 43,7% de participação nas vendas em 2015.







NovaCana
